Duas movimentações recentes no tabuleiro eleitoral da corrida ao Governo de Rondônia escancararam as portas do CPA para uma possível candidatura do presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), Alex Redano.
O primeiro movimento envolve a filiação de Expedito Neto ao PT, o que enfraquece de forma significativa o projeto político do interior liderado por Adailton Fúria (PSD). A avaliação nos bastidores é de que o pai de Neto mantém forte influência sobre uma parcela expressiva da militância, capaz inclusive de migrar junto com ele para a legenda do presidente Lula, esvaziando alianças anteriores.
A segunda movimentação decisiva partiu do governador Marcos Rocha (União Brasil), que optou por permanecer no cargo até o fim do mandato. A decisão inviabiliza o projeto do vice-governador Sérgio Gonçalves (União) de se viabilizar como candidato da situação ao governo estadual.
Com esses dois cenários consolidados, a disputa pelo Palácio Rio Madeira torna-se ainda mais aberta e favorável a Alex Redano, que reúne atributos considerados estratégicos: comando partidário, capital político, base consolidada na capital e no interior, além de apoio em setores influentes como a pecuária e a construção civil.
O nome de Redano tende a ganhar musculatura política a cada novo movimento do cenário pré-eleitoral. A grande incógnita agora é saber se ele abrirá mão de uma reeleição praticamente garantida à Assembleia Legislativa ou se decidirá alçar voos mais altos na disputa pelo Executivo estadual.





















