Considerado até pouco tempo um dos nomes mais competitivos junto ao eleitorado rondoniense na disputa pelo governo de Rondônia em 2026, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), pode ver sua candidatura naufragar após uma mudança estratégica da executiva nacional de seu partido.

Nesta semana, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, movimento que rachou de vez a tentativa de construção de uma frente unificada em torno do nome de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão coloca Fúria em uma posição politicamente delicada, já que o obriga a defender um projeto nacional que rivaliza diretamente com o bolsonarismo — justamente em Rondônia, um dos estados mais fiéis ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a saída do PSD do chamado “frentão” da direita bolsonarista, o prefeito de Cacoal fica impedido de utilizar a imagem e o capital político de Bolsonaro durante toda a campanha, fator que tende a enfraquecer de forma significativa seu discurso eleitoral. Internamente, a legenda é conhecida por ser rigidamente controlada por Kassab, e qualquer tentativa de dissidência em favor de outro projeto presidencial — que não o de Caiado ou Ratinho Júnior — dificilmente seria tolerada.
Diante desse cenário, a fragmentação político-partidária em torno do nome de Fúria abre espaço para o fortalecimento de outros pré-candidatos ao Palácio Rio Madeira, como Marcos Rogério (PL), Hildon Chaves (PSDB), Expedito Júnior (PT) e Samuel Costa (REDE), que passam a disputar com mais força o espólio eleitoral deixado pelo prefeito de Cacoal.





















