
A saída do governador Marcos Rocha do União Brasil abre um novo capítulo na política rondoniense e deixa a sigla diante de um cenário desafiador. Reeleito pelo partido, Rocha decidiu migrar para o PSD e deve levar consigo boa parte dos nomes mais fortes ligados ao governo estadual, esvaziando a estrutura política que sustentava o União Brasil nos últimos anos.
Com a mudança, o principal nome de peso que permanece na legenda é o deputado federal Maurício Carvalho, que passa a assumir protagonismo e influência nas decisões internas. Caberá a ele conduzir o processo de reorganização partidária e tentar manter o partido competitivo no cenário eleitoral que se aproxima.
Em nível nacional, a orientação é que União Brasil e Progressistas formem uma federação partidária. Em Rondônia, o PP é comandado pela deputada federal Sílvia Cristina, que já se coloca como candidata ao Senado. A união das duas siglas, no entanto, levanta dúvidas sobre qual será o caminho adotado para a disputa ao Governo do Estado.
Um dos nomes vistos como alternativa viável é o do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que ainda está filiado ao PSDB. O movimento para atraí-lo existe e é considerado promissor, embora ainda não haja definição. Paralelamente, Hildon também vem sendo sondado pelo MDB para liderar uma eventual candidatura ao Palácio Rio Madeira, o que mantém o cenário em aberto.
Dentro do próprio União Brasil, outro nome forte segue no radar: o da ex-deputada federal Mariana Carvalho. Com a federação entre UB e PP, surge a possibilidade de uma composição em que Sílvia Cristina e Mariana disputem as duas vagas ao Senado, formando uma chapa competitiva.
Apesar dessas opções, a legenda enfrenta dificuldades claras. Sem a presença de Rocha e parte significativa da base governista, o partido pode ter problemas para estruturar nominatas robustas tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa.
No campo da disputa ao Governo, o nome do vice-governador Sérgio Gonçalves ainda é tratado como possibilidade real. Porém, caso ele não assuma o comando do Estado — cenário que ganha força com a sinalização de Rocha de que permanecerá no cargo até o fim do mandato — suas chances de chegar ao segundo turno passam a ser vistas como bastante reduzidas.
Com a saída do principal líder e a necessidade de se reinventar, o União Brasil entra em um período de reorganização e incerteza. A eleição de outubro será o grande teste para medir se o partido conseguirá se reestruturar e manter relevância ou se confirmará o enfraquecimento político que já começa a se desenhar nos bastidores.





















