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A pesquisa Veritá virou o principal assunto da política rondoniense nos últimos dias. Mas não foi porque trouxe um cenário claro ou porque confirmou favoritismo de alguém. Foi justamente pelas dúvidas que deixou no ar. Tem muita coisa ali que simplesmente não encaixa na lógica de quem acompanha eleição há muito tempo.

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Quando um candidato aparece forte na espontânea, o normal é crescer na estimulada. Afinal, quando o eleitor vê o nome ali na frente, acaba lembrando mais facilmente. Só que nessa pesquisa aconteceu o contrário. Marcos Rogério caiu. Adailton Fúria caiu ainda mais. Enquanto isso, Hildon Chaves praticamente dobrou os números quando os nomes apareceram. E foi aí que começou a estranheza.

Não é questão de torcida. Política não funciona assim. O problema é quando os números começam a desafiar o comportamento natural do eleitor. Aí todo mundo para para olhar de novo. E foi exatamente o que aconteceu em Rondônia. Nos bastidores, ninguém fala de outra coisa.

Outro detalhe chamou muita atenção. Porto Velho teve participação muito acima do peso que realmente possui no eleitorado estadual. Já Ji Paraná apareceu com menos entrevistas do que cidades menores. Para quem conhece o mapa político de Rondônia, isso naturalmente levanta questionamentos.

No fim das contas, a pesquisa acabou produzindo mais dúvida do que certeza. E talvez esse tenha sido o maior efeito dela até agora. Porque pesquisa boa não é a que agrada candidato. É a que convence. E dessa vez ficou uma sensação estranha no ar. Como se a fotografia tivesse saído fora de foco.

Quem sabe a próxima consiga mostrar um retrato mais próximo da realidade que hoje se vê nas ruas de Rondônia.

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