O ex-deputado estadual Jesuino Boabaid volta ao centro do debate político em Rondônia carregando um ativo que poucos nomes conseguem reunir: histórico consolidado junto a uma categoria organizada e memória viva dentro dos quartéis.
Ao longo de sua trajetória, Boabaid construiu sua imagem diretamente vinculada às pautas dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Não é um vínculo recente nem circunstancial. Trata-se de uma relação construída em momentos de tensão, negociações salariais e debates estruturais que impactaram a carreira militar no estado.

Entre policiais mais antigos, seu nome ainda é associado a avanços concretos: políticas de valorização salarial, melhorias em auxílios, abertura de vagas em cursos de formação e progressões dentro da carreira. Esse conjunto de ações ajudou a transformar um cenário que, há cerca de duas décadas, era marcado por baixos salários e pouca perspectiva de crescimento profissional.
Esse capital político, no entanto, também explica a resistência que seu nome desperta.A possibilidade de retorno à Assembleia Legislativa de Rondônia reacende disputas. Hoje, não há um representante direto, com identidade clara, vinculado à base dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dentro do parlamento estadual. Esse vazio abre espaço para diferentes interpretações: de um lado, a leitura de que há uma lacuna de representação; de outro, o receio de concentração de influência de um segmento específico.
A repercussão recente nas redes sociais, com críticas e ataques, também faz parte desse contexto. Figuras com base consolidada tendem a polarizar opiniões, especialmente quando retornam ao cenário eleitoral com potencial competitivo.
Filiado ao PSD, Boabaid surge como um nome que pode reorganizar esse campo político específico, trazendo novamente para o centro da Assembleia pautas ligadas à carreira militar estadual.
Ao mesmo tempo, sua eventual eleição dependerá não apenas da força histórica junto à categoria, mas da capacidade de dialogar com um eleitorado mais amplo.
O que está em jogo, no fim das contas, não é apenas um retorno individual, mas a possível reconfiguração da representação de uma das categorias fundamentais do serviço público em Rondônia dentro do Legislativo estadual.






















