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OPINIÃO E POLÍTICA – Donadon, Raupp, Gurgacz, Cassol, eleição 2018 dirá o que rondoniense pensa sobre Ficha Suja – Por João Paulo Prudêncio

João Paulo Prudêncio é jornalista e editor de política do jornal JH Notícias. Informações e sugestões de pauta através dos telefones (69) 99230-0591 ou (68) 99217-1709 ou no e-mail joaoprudencio65@gmail.com

              

Ficha suja 

Promulgado pelo Congresso em 2010, o projeto que instituiu a Lei da Ficha Limpa foi considerado uma vitória para a sociedade brasileira, uma mobilização que contou com milhares de assinaturas clamando que políticos condenados por crimes relacionados à improbidade e corrupção fossem sumariamente retirados do processo eleitoral, promovendo assim uma espécie de “saneamento” entre os nomes homologados nos pleitos futuros.

O problema 

Acontece, que com o avanço das ações judiciárias contra diversos nomes fortes, a lei começou a apresentar brechas e muitas vezes contou até com o desagravo da própria população, que não admitia que caciques fossem obliterados e ainda ficassem à mercê da justiça comum. Esse cenário é bastante perceptível no estado de Rondônia, onde os principais nomes que disputarão a eleição são ou já foram considerado Ficha-Sujas.

 

Melki Donadon 

O primeiro cacique à dar as caras nessa eleição é o ex-prefeito de Vilhena, Melki Donadon, o político recentemente se filiou ao PDT e já anunciou pré-candidatura à deputado federal. Atualmente Melki não está com problemas para homologar sua candidatura, mesmo respondendo por diversos processos e tendo sido condenado em segunda instância pelo crime de falsidade ideológica, ele é considerado uma das maiores lideranças do cone Sul do estado e nome certo no Congresso em 2018.

Acir Gurgacz

Senador da República, condenado pela Justiça por ter se apropriado de dinheiro público através de financiamento em banco estatal e um dos empresários que mais responde processos por infrações à legislação trabalhista, Acir Gurgacz (PDT) mira o governo de Rondônia. Ao seu favor conta com o apoio do vice-governador, Daniel Pereira e seu PSB, além de uma base política estruturada nos municípios centrais do estado.

Ivo Cassol

Outro senador rondoniense, Ivo Cassol (PP) foi condenado à pena alternativa por crime envolvendo dinheiro publico no período em que ainda era prefeito da cidade de Rolim de Moura, ex-governador de Rondônia, Cassol é dado por muitos como governador eleito caso não encontre nenhum entrave legal em decorrência de sua condenação.

Expedito Júnior

Ex-senador, Expedito Júnior (PSDB) foi condenado por crime eleitoral e acabou perdendo seu mandato e direitos políticos, atualmente responde por denuncia de crime eleitoral supostamente cometido no último pleito, mas não é considerado um ficha-suja, já que assim como Donadon, cumpriu a pena ao qual foi considerado culpado pela Justiça.

Valdir Raupp

Outro Senador rondoniense envolvido em denuncia de corrupção, Valdir Raupp (PMDB) é réu em processo que o aponta por suposto recebimento de propina, de acordo com a força tarefa que compõe a operação Lava Jato, Raupp teria ganho mais de R$ 500 mil de empreiteiras à título de propina para legislar a favor dos interesses de grupos empresariais dentro do Congresso.

Confúcio Moura 

Atual governador do estado de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB) é apontado em investigação da Polícia Federal por ter liderado um conglomerado de empresários e servidores públicos que se articularam para desviar dinheiro público e direcionar licitação. Em pleno exercício do mandato, Confúcio teve a Polícia Federal na porta de casa e teve amigos e parentes presos pelos agentes federais.

O eleitor

Ou seja, esse pleito irá mostrar efetivamente o que o rondoniense pensa não apenas sobre a lei do Ficha Suja, mas também sobre o que acham da reeleição de candidatos apontados em esquemas de corrupção e que respondem à processos na justiça por mal uso do dinheiro público.

Amazônia

Previsto para ser votado no Plenário nesta quarta-feira (21), o projeto que permite o cultivo de cana-de-açúcar em áreas degradadas da Amazônia Legal teve sua votação adiada. O texto chegou a ser colocado em votação, mas não houve quórum para deliberar, devido à obstrução de partidos como PT, PSB e Rede.

A coluna

João Paulo Prudêncio é jornalista e editor de política do jornal JH Notícias. Informações e sugestões de pauta através dos telefones (69) 99230-0591 ou (68) 99217-1709 ou no e-mail joaoprudencio65@gmail.com

Fonte: JH Notícias

              

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