Produtores de Alta Floresta recorrem ao STF após novas ameaças e tensão na região de terra indígena

As tentativas de retirada de moradores da área, conduzidas por órgãos federais, seguem gerando preocupação e mobilização política em Rondônia.

Mesmo após decisões judiciais que deveriam garantir tranquilidade às famílias de produtores rurais em Alta Floresta, na região próxima às terras indígenas Uru-Weu-Au-Au, o clima continua sendo de insegurança e apreensão. As tentativas de retirada de moradores da área, conduzidas por órgãos federais, seguem gerando preocupação e mobilização política em Rondônia.

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Nesta semana, o senador Confúcio Moura, o deputado federal Lúcio Mosquini e o deputado estadual Laerte Gomes estiveram no Supremo Tribunal Federal para denunciar o que classificam como descumprimento de decisão judicial. O grupo pediu apoio da Corte para assegurar que a liminar que impede novas ações contra os produtores seja respeitada.

A tensão na região não é recente. No ano passado, operações de retirada provocaram forte repercussão no Estado após a destruição de casas e apreensão de bens e animais pertencentes a agricultores e pequenos produtores. As imagens e relatos geraram uma onda de protestos e pressionaram por uma resposta judicial, que resultou na suspensão das ações até uma decisão definitiva sobre o caso.

Mesmo com a liminar em vigor, moradores afirmam continuar recebendo ameaças. Um dos relatos mais recentes envolve um produtor que já havia tido sua casa destruída e que voltou a ser intimidado enquanto trabalhava na área. O episódio reacendeu o temor de que novas operações possam ocorrer.

Diante disso, os representantes políticos de Rondônia decidiram levar a situação diretamente ao STF. O objetivo, segundo eles, é garantir que os órgãos federais respeitem a decisão da Justiça Federal e evitar que novos confrontos e perdas materiais atinjam famílias que vivem e produzem na região há décadas.

Além de cobrar o cumprimento imediato da liminar, a comitiva também defendeu uma solução definitiva para o impasse. A principal reivindicação é que seja reconhecido o direito de permanência das famílias que possuem documentação e construíram suas vidas na área ao longo dos anos.

Após a reunião, os parlamentares fizeram um balanço do encontro e demonstraram confiança em um desfecho favorável aos produtores. Lúcio Mosquini destacou que a expectativa é impedir que novas ações de retirada voltem a acontecer, evitando que trabalhadores percam tudo o que construíram.

O caso segue sendo acompanhado de perto e continua mobilizando lideranças políticas e moradores da região, que aguardam uma decisão final que traga segurança jurídica e estabilidade para quem vive da terra.

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