Porto Velho, RO – Como bem pontuou o site de notícias Tudo Rondônia à época, a votação que elevou os salários dos secretários do governo Confúcio Moura (MDB) de R$ 18,68 para R$ 25,32 mil na Assembleia Legislativa (ALE/RO) durou menos de 20 segundos. E com leituras incompreensíveis tanto do projeto quanto do parecer apresentado pelo líder do governo.
Agora, passados mais de cinco meses da discussão, o governo enfrenta greves na saúde e na educação justamente por conta da desvalorização das categorias, inclusive de ordem salarial.
RELEMBRE
O deputado Hermínio Coelho, do PDT, único parlamentar a se opor ao aumento escandaloso e incabível, foi impedido de votar pela Mesa Diretora do Legislativo.
Indignado, o pedetista discursou à ocasião mesmo com as inúmeras tentativas de censura patrocinadas pelo presidente em exercício Edson Martins – do mesmo partido do governador.
A população compara nas redes sociais as posturas do presidente em exercício e do relator da matéria na forma como foi conduzida a sessão que promoveu aumento aos secretários de Rondônia à leitura de ata promovida pelo vereador de Recife Marcos di Bria, do PSDC, em maio de 2017.
VEJA
https://www.youtube.com/watch?v=76FNzFE8jJk
Sobre o aumento, Hermínio bradou na tribuna:
“Isso aqui é uma aberração. O efetivo da polícia se acabando. O salário dos trabalhadores defasado. O Estado vive aí numa miséria total. Servidores da Caerd há três meses sem receber salário. E aqui nós votando projeto para aumentar salário de secretário. E você não quer que a gente discuta o projeto, presidente?”, questionou
Em seguida, disse:
“Quero dizer que voto contra esse projeto. Quero registrar meu voto contra. Estou tentando votar e não estão aceitando meu voto. Tem que chamar é a polícia…”, ironizou ao encerrar as declarações apresentadas em Plenário. É preciso frisar que, no caso da Caerd, os servidores acumulam atualmente cinco longos meses sem receber seus vencimentos.
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