PORTO VELHO – Os números do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) revelam uma realidade preocupante nas ruas e avenidas de Porto Velho. Somente no primeiro semestre de 2026, as equipes atenderam 1.687 ocorrências envolvendo motocicletas, o equivalente a mais de nove atendimentos por dia.
O dado chama ainda mais atenção quando analisada a participação das motos no conjunto dos acidentes atendidos: 43,8% das ocorrências de trânsito registradas pelo Samu no período tiveram motociclistas envolvidos.
Na prática, são trabalhadores, estudantes, entregadores e famílias que diariamente ficam expostos a um trânsito cada vez mais intenso e a acidentes que podem resultar em fraturas graves, incapacidade permanente e mortes.
Quase 10 chamados todos os dias
A média significa que, praticamente a cada duas horas e meia ao longo de um dia, uma equipe do Samu pode ser mobilizada para atender uma ocorrência envolvendo motocicleta na capital.
Além do drama enfrentado pelas vítimas e seus familiares, o elevado número de acidentes também pressiona toda a estrutura pública de emergência, desde as ambulâncias até as unidades hospitalares que recebem os pacientes.
O cenário ganha importância especialmente porque a motocicleta se tornou um dos principais meios de transporte e de trabalho em Porto Velho.
Problema vai além da imprudência
Embora excesso de velocidade, avanço de sinal, ultrapassagens perigosas e uso do celular estejam entre os comportamentos de risco, especialistas em segurança viária defendem que a discussão precisa envolver também fiscalização, educação no trânsito, sinalização e condições das vias.
Os números divulgados agora colocam novamente o trânsito de Porto Velho no centro do debate.
São 1.687 atendimentos em apenas seis meses.
Mais do que uma estatística, o dado representa centenas de famílias que, em algum momento de 2026, receberam a notícia de que alguém próximo havia sofrido um acidente sobre duas rodas.




















