O aumento no preço do óleo diesel voltou a colocar os caminhoneiros em estado de mobilização em todo o país. Em Rondônia, a situação também acendeu o alerta.
Na noite de terça-feira, por volta das 21 horas, o vereador e advogado Breno Mendes foi procurado pela diretoria da entidade que representa os caminhoneiros no estado. O objetivo era claro: preparar o suporte jurídico diante da possibilidade de uma greve, prevista para iniciar à meia-noite do dia seguinte.
Breno Mendes atua como um dos representantes legais da categoria em Rondônia e já teve participação direta na última grande paralisação nacional dos caminhoneiros, ocorrida em maio de 2018, durante o governo do então presidente Michel Temer.
O movimento atual tem como principal motivação o aumento no preço do óleo diesel, que voltou a subir de forma significativa. Em Rondônia, soma-se a isso a insatisfação com os valores cobrados nos pedágios da BR-364, ponto que também gera forte reação entre os profissionais do transporte.
A decisão final sobre o início de uma paralisação mais ampla depende de uma reunião entre a entidade nacional dos caminhoneiros e o ministro da Infraestrutura e Transportes, prevista para o fim da quarta-feira. Neste primeiro momento, a mobilização tende a ocorrer em forma de protesto nacional, sem paralisação obrigatória.
No entanto, o cenário pode mudar. Caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas, existe a possibilidade real de endurecimento do movimento, com paralisação efetiva das atividades.
O histórico recente reforça o peso dessa mobilização. Em 2018, a greve nacional dos caminhoneiros durou dez dias e provocou impactos em todo o país, afetando diretamente o abastecimento de combustíveis, o transporte de mercadorias, o preço dos alimentos e a rotina da população.
Naquele momento, Rondônia sofreu menos com a falta de combustíveis, principalmente por contar com o abastecimento vindo por balsas através do rio Madeira, o que amenizou parte dos efeitos da paralisação.
Agora, diante de um novo cenário de pressão, o setor volta a se organizar. E, dependendo do desfecho das negociações, o país pode enfrentar novamente reflexos de um movimento que historicamente tem grande capacidade de impacto.
Com informações do jornalista Sérgio Pires.
























