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Cupulate: cooperativa de Rondônia participa de projeto para desenvolver chocolate feito de cupuaçu

Doce é feito a partir do tegumento, ou a casca, da amêndoa (semente) do cupuaçu. Após a retirada da semente, é produzido o nibs e, posteriormente, o chocolate.
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Fruta da mesma família do cacau, o cupuaçu começou a ganhar a mesma atenção do seu primo na produção do chocolate, ou como preferem os pesquisadores, ‘cupulate’.

O doce é feito a partir do tegumento, ou a casca, da amêndoa (semente) do cupuaçu. Após a retirada da semente, é produzido o nibs e, posteriormente, o chocolate.

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A pesquisa é feita por residentes de cursos de ciências agrárias e professores da Universidade Federal do Acre (Ufac), em parceria com a Cooperativa Reca, de Rondônia, e uma empresa de Santa Catarina, que estuda a fabricação de chocolate de cupuaçu.

A aparência, o aroma e o sabor lembram chocolate, mas leves notas cítricas, amendoadas e amadeiradas, e um gosto distinto, indefinível, confundem o paladar.

Do cupuaçu nada se perde, tudo se transforma em óleo, manteiga, polpa para sucos e ainda uma infinidade de subprodutos, como doces, geleias e licores.

Segundo os pesquisadores da Ufac, o resultado encontrado pela equipe é promissor e a ideia é a fabricação do produto a nível comercial.

“A gente precisa convencer também as pessoas da cooperativa sobre a qualidade e potencial que isso tem para que lá na frente a gente consiga, que é nosso sonho, um produto a nível comercial. Atualmente, a nível comercial, a cooperativa não produz nem o nibs e nem o chocolate, justamente porque ainda não tem essa tecnologia que estamos estudando da retirada do tegumento com eficiência”, explicou o coordenador do projeto e professor Eduardo Pacca Luna Mattar.

Investindo nas frutas da Amazônia

Em 1976, o gaúcho Silvino Stordi comprou uma terra em Nova Califórnia, distrito de Porto Velho e começou a investir na lavoura de arroz e milho. Como não havia estradas para escoar a produção e o preço era baixo demais, ele desistiu dos grãos e começou a investir em frutas nativas da Amazônia.

A primeira grande aposta foi no cupuaçu, que tomou o lugar das plantações de grãos. Depois veio a castanha, que existia em abundância na mata, e na sequência, o açaí.

A iniciativa rendeu frutos e o projeto cresceu. Sem atravessadores, os produtos seguem da roça direto para a fábrica do “Reca”, nome da Cooperativa e Associação de Reflorestamento Econômico, onde é feito todo o beneficiamento.

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