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O problema do lixo em Porto Velho, que já foi referência de eficiência, hoje se transformou em uma das maiores dores de cabeça da gestão municipal. O que antes funcionava próximo da perfeição, durante a atuação da empresa Marquise, acabou se tornando um cenário de incertezas após intervenções do Tribunal de Contas e do Judiciário.

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Desde a saída da antiga responsável pelo serviço, a situação nunca mais voltou ao normal. A EcoPVH, que assumiu a coleta, não conseguiu atender à demanda da capital, acumulando críticas e evidenciando falhas operacionais. Tentativas de solução, como uma possível atuação conjunta entre empresas, sequer avançaram.

Agora, um novo capítulo se aproxima com a entrada da empresa Sistemma, prevista para assumir os serviços ainda neste mês. O problema é que, até o momento, não há sinais concretos de que a transição será tranquila. A empresa ainda não apresentou estrutura em Porto Velho, não iniciou contratações e sequer deixou claro como pretende operar em regiões mais complexas, como os distritos e o Baixo Madeira.

O prazo é curto. Pelo cronograma, a Sistemma terá que iniciar os trabalhos já na próxima semana, quando se encerra o contrato da EcoPVH. Um cenário que preocupa, já que não há demonstração prática de preparo para assumir uma operação essencial para a cidade.

O prefeito Léo Moraes tem reiterado que a Prefeitura está cumprindo todas as determinações dos órgãos de controle e decisões judiciais, o que limita a atuação direta da gestão nas escolhas feitas ao longo do processo.

Ainda assim, no dia a dia da população, a cobrança não recai sobre tribunais ou órgãos técnicos. Cai sobre a Prefeitura. E é justamente aí que mora o problema político: mesmo não sendo responsável direto por todas as decisões, é o Executivo municipal que absorve o desgaste.

O fato é que um serviço básico, que não apresentava grandes problemas, acabou se transformando em uma crise grave. E, diante do cenário atual, a cidade corre o risco de enfrentar novos episódios de acúmulo de lixo, com impactos diretos na saúde pública e na qualidade de vida da população.

A solução precisa ser rápida. Porque, nesse caso, o tempo joga contra a cidade.

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