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Obras da Estrada de Ferro Madeira Mamoré entram em fase final após 4 anos: relembre a linha do tempo

Reformas iniciaram em 2019 e têm previsão de serem concluídas nos próximos quatro meses, em Porto Velho. Reinauguração está prevista para ocorrer neste ano.
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As obras no complexo Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) entraram em fase de finalização neste mês de fevereiro , após um novo convênio ser assinado entre prefeitura de Porto Velho e Usina Santo Antônio Energia (SAE). A reforma já dura 4 anos.

Segundo a prefeitura capital, um edital para selecionar a empresa que ganhará a concessão e administração da EFMM está em tramitação. A inauguração do complexo deve acontecer depois da divulgação do edital e da escolha da empresa vencedora, ainda neste ano.

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O processo de revitalização da EFMM é responsabilidade da prefeitura desde 2018, mas acontece como parte da compensação social da Usina Santo Antônio Energia. A companhia havia entregado parte da obra concluída à administração municipal em 2020, em que foi investido mais de R$ 23 milhões. Porém, como não havia sido finalizado, o complexo continuou fechado para visitação.

Segundo a SAE, o novo convênio assinado entre a prefeitura e a empresa garante a continuidade da revitalização em 4 meses. Entre os serviços previstos estão:

  • Reforma do deck com vista para o rio;
  • Pavimentação da área externa no entorno dos galpões 1, 2 e 3;
  • Instalação de mobiliário;
  • Paisagismo; e
  • Instalações elétricas no acesso que interliga o complexo ao porto do Cai N´Água.

Nos próximos meses também serão iniciados os investimentos da SAE nas obras que transformarão os galpões 1 e 2 em museus. Esses dois espaços devem conter a história da construção da ferrovia através de exposições permanentes e temporárias e atividades educativas.

As obras do novo convênio iniciaram na quinta-feira (10) e representam um investimento adicional da empresa de aproximadamente R$ 2 milhões.

Conforme a companhia, a usina passa por complicações financeiras devido aos impactos da crise hídrica, mas “não poderia deixar de contribuir, já que sabem a importância histórica e cultural desse local”.

Estrada de Ferro Madeira Mamoré em 2013. — Foto: Taísa Arruda/G1

Linha do tempo
Em 2017, o Tribunal Regional da 1ª Região determinou que a Hidrelétrica Santo Antônio elaborasse um projeto para recuperação e preservação do patrimônio histórico da EFMM no prazo de 60 dias, sob risco de suspender a licença ambiental da usina.

Em 2018, a responsabilidade pelas obras do complexo, que até então era do Governo Federal, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi repassada para a prefeitura de Porto Velho, em uma cessão de 50 anos.

Para iniciar as obras, a praça foi fechada em 2019 pela prefeitura e foram parcialmente concluídas em dezembro de 2020. Na época, a expectativa era do complexo ser aberto à população em 120 dias, o que não ocorreu.

Em dezembro de 2021, após 3 anos fechado, o complexo foi finalmente aberto ao público por 1 mês, durante o período natalino. Em 6 de janeiro de 2022, a praça foi novamente fechada para conclusão das obras, que têm o prazo de conclusão em 4 meses.

110 anos de história
A Estrada de Ferro Madeira Mamoré foi inaugurada pela primeira vez em 1° de agosto de 1912 e completa 110 anos este ano.

A construção da ferrovia fazia parte do tratado de Petrópolis selado com a Bolívia, em 1903, após a compra de território boliviano pelo Brasil, com o intuito de facilitar o transporte da borracha para o Oceano Atlântico. O ‘combinado’ no tratado era construir a ferrovia Madeira Mamoré em um prazo de quatro anos.

Pátio da Estrada de Ferro Madeira Mamoré em 1910 — Foto: Luiz Brito/Divulgação

Após ser inaugurada, a EFMM deu lucro durante dois anos. Depois entrou em declínio devido à queda vertiginosa da participação brasileira no mercado da borracha. Isso porque a concorrência asiática oferecia um produto de qualidade e de mais fácil extração, afetando assim a exportação brasileira.

Com 54 anos acumulando prejuízos, o ex-presidente do Brasil Humberto de Alencar Castelo Branco determinou a erradicação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré sendo substituída por uma rodovia.

Em 1972, a Ferrovia foi totalmente assumida pelo governo federal e desativada. Já em 2007, o monumento foi parcialmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

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