Há dois anos, o Brasil assistia perplexo à fuga de dois sentenciados do Presídio Federal de Mossoró (RN), considerado, até então, uma das estruturas penitenciárias mais seguras da América Latina — uma espécie de “Alcatraz dos trópicos”, cuja reputação foi duramente questionada após a demonstração de fragilidade do sistema.

Entre as medidas anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a fuga esteve a construção de uma muralha no entorno de todos os complexos penitenciários federais do país, entre eles o de Porto Velho (RO), que atualmente abriga nomes conhecidos do crime organizado.
As obras tiveram início quase imediato, porém, até o momento, seguem em execução. Vale destacar que nem mesmo o presídio de Mossoró teve sua muralha concluída. Até agora, apenas a unidade localizada em Brasília (DF) conseguiu ver a obra finalizada.
Os presídios federais de Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR) também enfrentam atrasos na execução das obras, e o prazo estipulado pelo Governo Federal foi estendido para o ano de 2027. O valor anunciado para a construção das muralhas é de R$ 149,8 milhões.





















