Apontada por muitos articuladores como praticamente certa, a eleição do senador Marcos Rogério (PL) ao governo de Rondônia já começa a enfrentar os primeiros abalos com a fragmentação das lideranças bolsonaristas no estado.

Dois nomes de peso, com grande penetração junto ao eleitorado bolsonarista do interior rondoniense, os prefeitos Delegado Flori (Podemos) e Adailton Fúria (PSD), vêm consolidando suas pré-candidaturas e provocando um racha significativo na base da direita ideológica.
Com isso, Marcos Rogério tende a ver parte expressiva de seu eleitorado ser disputada por esses dois concorrentes, que gozam de prestígio político suficiente para atrair apoios de eleitores conservadores que, a exemplo do pleito de 2022, votaram em Jair Bolsonaro para presidente, mas optaram por outro nome ao governo estadual.
O aumento do número de candidatos identificados com o bolsonarismo na corrida ao Palácio Rio Madeira pode abrir espaço para um cenário já conhecido: caber novamente ao eleitorado de esquerda o papel decisivo na definição de quem levará o mandato, em uma provável disputa de segundo turno.





















