A saúde pública de Rondônia precisa de uma decisão séria, urgente e corajosa: o Governo do Estado precisa realizar um novo concurso público para a área da saúde. Não dá mais para tratar falta de profissionais como problema passageiro, nem empurrar a rede estadual com contratos temporários, seletivos emergenciais e servidores sobrecarregados.
O último concurso público efetivo da SESAU foi aberto em janeiro de 2017, há mais de nove anos. O edital ofertou mais de mil vagas para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, segundo informações do próprio Governo e de levantamentos especializados. De lá para cá, Rondônia cresceu, a demanda aumentou, servidores se aposentaram, outros saíram, unidades foram pressionadas e a população continuou dependendo do mesmo sistema.
O próprio Estado tem recorrido a processos seletivos simplificados, como o edital de 2024 para contratação por prazo determinado em cargos de nível superior. Isso pode até resolver uma emergência, mas não substitui concurso público. Saúde não pode viver de improviso. Hospital precisa de escala completa, equipe fixa, continuidade, vínculo, planejamento e profissionais em número suficiente para atender com dignidade.
A boa notícia é que já existe movimentação para um novo concurso da SESAU. Há registro de comissão formada e previsão na LOA de 2026, mas ainda sem definição de vagas e cargos. O problema é que a população não pode esperar indefinidamente. Cada mês sem concurso significa mais filas, mais demora, mais pressão sobre quem trabalha e mais sofrimento para quem precisa de atendimento.
Rondônia precisa transformar promessa em edital. Concurso público na saúde não é gasto desnecessário. É investimento em atendimento, em vidas, em respeito ao servidor e em dignidade para a população. O governo precisa agir antes que a precariedade vire regra definitiva dentro da rede estadual.























