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A possível implantação da nova escala de trabalho 5×2, que prevê dois dias consecutivos de descanso para os trabalhadores, já começa a provocar discussões em diversos setores da economia. Em Rondônia, proprietários de postos de combustíveis analisam alternativas para se adequar às mudanças sem comprometer a viabilidade financeira dos negócios.

Uma das primeiras propostas que surgiram entre empresários do setor é o fechamento dos postos de combustíveis aos domingos. A ideia ainda está em fase inicial de discussão e dependerá de novas avaliações, mas já é considerada uma alternativa concreta diante do aumento dos custos operacionais que a nova regra poderá gerar.

De acordo com o porta-voz do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Rondônia, Eduardo Valente, a decisão sobre eventual fechamento cabe exclusivamente aos proprietários dos estabelecimentos.

“Os postos são obrigados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) a funcionar de segunda a sábado, das 6h às 20h. Fora desse período, os empresários têm liberdade para definir a forma de operação”, explicou.

Segundo representantes do setor, a principal preocupação está relacionada ao aumento das despesas com pessoal. Com margens de lucro consideradas apertadas, que em muitos casos não ultrapassam 10%, diversos empresários afirmam que a contratação de novos funcionários para atender às exigências da futura legislação poderá se tornar inviável.

Caso a proposta seja efetivamente aprovada e entre em vigor, muitos estabelecimentos estudam encerrar as atividades na noite de sábado, retomando o atendimento apenas nas primeiras horas da segunda-feira.

A preocupação não se limita ao segmento de combustíveis. Restaurantes, lojas comerciais, supermercados e shopping centers também acompanham atentamente a tramitação da proposta e realizam estudos internos para avaliar possíveis ajustes em suas operações.

O projeto que prevê o fim da tradicional escala 6×1 já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal. Após essa etapa, ainda dependerá da sanção presidencial para se tornar lei.

Se todas as fases forem concluídas, a expectativa é de que as novas regras passem a valer a partir de 2027, exigindo uma ampla reorganização das escalas de trabalho em diversos setores da economia brasileira.

Enquanto isso, empresários e trabalhadores acompanham o debate nacional, que promete impactar diretamente a rotina de milhões de brasileiros e a forma de funcionamento de milhares de empresas em todo o país.

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