Todos os anos, os rondonienses convivem com um velho conhecido: a fumaça. Mas em 2026, os alertas começaram mais cedo. Com a redução gradual das chuvas e a aproximação do período mais crítico da estiagem, órgãos ambientais e equipes de monitoramento já iniciaram operações de prevenção para evitar que Rondônia repita os cenários de queimadas intensas registrados nos últimos anos.
O assunto voltou ao centro das atenções porque os impactos vão muito além das áreas rurais. Quando os incêndios aumentam, a fumaça invade as cidades, prejudica a qualidade do ar, agrava problemas respiratórios, afeta crianças e idosos e provoca transtornos até mesmo para o transporte e a atividade econômica. Em Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes e outras cidades do estado, a população já acompanha com preocupação as previsões para os próximos meses.
Para tentar reduzir os danos, o Ibama e outros órgãos ambientais deram início a ações preventivas de fiscalização e monitoramento em áreas consideradas mais sensíveis. O objetivo é combater focos ilegais antes que eles se transformem em grandes incêndios florestais e evitar prejuízos ambientais que podem levar anos para serem recuperados.
O desafio, no entanto, não é apenas do poder público. Especialistas lembram que a prevenção depende também da colaboração da população, principalmente evitando queimadas em terrenos, descarte inadequado de materiais inflamáveis e denúncias de incêndios criminosos. Em um estado cuja economia está fortemente ligada ao agronegócio e aos recursos naturais, preservar o meio ambiente deixou de ser apenas uma questão ecológica e passou a ser também uma necessidade econômica.
Enquanto o inverno amazônico fica para trás, Rondônia entra em um período decisivo. Os próximos meses mostrarão se as ações preventivas serão suficientes para evitar que o estado volte a enfrentar um dos maiores problemas ambientais da região. Para milhares de famílias rondonienses, a esperança é simples: atravessar a seca sem que o céu volte a ser encoberto pela fumaça.





















