A proposta apresentada pelo empresário e pré-candidato ao Senado Bruno Scheid (PL) de concluir a pavimentação da RO-370, conhecida como Rodovia do Boi, voltou a colocar em debate uma alternativa para reduzir a dependência da BR-364 e dos elevados custos de pedágio no transporte de cargas e de passageiros em Rondônia.
Segundo Scheid, finalizar o trecho ainda sem asfalto da rodovia permitiria criar uma rota alternativa para quem cruza o estado, diminuindo o impacto econômico provocado pelos pedágios da BR-364, alvo de críticas de produtores rurais, transportadores e empresários.
Atualmente, a RO-370 possui cerca de 200 quilômetros de extensão. De acordo com a proposta, aproximadamente 84 quilômetros já foram pavimentados durante a atual gestão estadual, restando cerca de 116 quilômetros para a conclusão da obra.
Com base em estimativas apresentadas pelo pré-candidato, considerando um custo médio de até R$ 4 milhões por quilômetro, seriam necessários cerca de R$ 464 milhões para concluir todo o trecho restante. Na avaliação de Scheid, o investimento representaria uma pequena parcela do orçamento anual do Estado e poderia ser executado em menos de dois anos, caso se tornasse prioridade do governo.
A conclusão da Rodovia do Boi permitiria a ligação entre Corumbiara e Ariquemes por uma rota pavimentada, oferecendo aos motoristas uma alternativa para reduzir a passagem pelos pedágios da BR-364. A expectativa é de que isso contribua para diminuir os custos do transporte de mercadorias e, consequentemente, aliviar parte do impacto sobre o preço final dos produtos.
Mesmo defendendo a pavimentação da RO-370, Scheid sustenta que a obra não substitui a necessidade de rever o modelo de concessão da BR-364. Para ele, Rondônia deve continuar buscando mudanças nos critérios que definiram as tarifas cobradas ao longo da principal rodovia federal do estado.
A proposta ainda depende de estudos técnicos, definição de recursos orçamentários e eventual decisão do poder público para sair do campo das ideias e se transformar em obra. Ainda assim, o tema ganha espaço no debate político ao apresentar uma alternativa que, segundo seus defensores, pode reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da economia rondoniense.





















