A primeira sessão plenária da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO) após a deflagração da Operação Reduto, da Polícia Federal, foi marcada por um acalorado embate entre os deputados estaduais Rodrigo Camargo (PODE) e Eyder Brasil (PSD), na manhã desta quinta-feira (9).
A discussão ocorreu durante a apreciação de vetos do governador Marcos Rocha (PSD). O estopim foi o veto ao projeto de lei que cria uma carteira de identificação para famílias atípicas no Estado.
Rodrigo Camargo defendeu a derrubada do veto e criticou a decisão do Executivo. Em resposta, Eyder Brasil argumentou que a proposta apresentava vícios de constitucionalidade que impediam sua aprovação.
O debate ganhou um tom pessoal quando Eyder afirmou que Camargo estaria utilizando sua história familiar para fortalecer seu discurso político.

“O senhor é deputado e sua esposa é juíza. Eu não concordo com o senhor comparar a sua situação com a da maioria das mães atípicas. O senhor usa a dor dessas famílias para fazer narrativas”, declarou Eyder Brasil.
Visivelmente exaltado, Rodrigo Camargo reagiu imediatamente e convidou o parlamentar para resolver a discussão fora do plenário.
“O senhor está dizendo que eu estou usando a dor da minha família? Saia lá fora e vamos resolver como homem. O senhor tire da sua boca a deficiência do meu filho e da minha esposa”, respondeu Camargo.
Apesar do momento de tensão, não houve confronto físico. O presidente da sessão, deputado Marcelo Cruz (PRTB), interveio para conter os ânimos e dar continuidade aos trabalhos.
A sessão foi a primeira realizada após a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal, que cumpriu mandados na Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, deputado Alex Redano (Republicanos), um dos alvos da operação, não participou da sessão.





















