Um homem de 53 anos, identificado como Marcos Ramos de Lima, conhecido como “Marcão do Nacional”, foi preso pela Polícia Militar na manhã deste sábado (11), no loteamento Porto Park, zona Leste de Porto Velho, suspeito de cometer uma série de crimes contra a companheira.
De acordo com a ocorrência policial, equipes do 5º Batalhão foram acionadas após um homem procurar o quartel da PM e denunciar que havia presenciado agressões contra a vítima. Segundo o relato, existia o risco de o suspeito fugir antes da chegada dos policiais.
Com apoio do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP), os militares localizaram o investigado em um pequeno cômodo nas proximidades do bairro Porto Cristo. Conforme a PM, ele ainda tentou fugir durante a abordagem, mas foi contido e preso.
Em depoimento aos policiais, o suspeito confirmou que mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de dois meses e admitiu que os dois discutiram após ela decidir deixar o local. Ainda segundo a ocorrência, ele confessou ter agredido a mulher utilizando um pedaço de madeira.
A vítima, por sua vez, relatou que foi ameaçada de morte e agredida com um cabo de foice ao tentar buscar ajuda na Casa de Profeta Missão Resgate, sofrendo lesões nas costas e em um dos braços. Ela afirmou ainda que, após ser levada de volta ao imóvel, foi obrigada a manter relação sexual contra sua vontade e impedida de deixar o local, configurando, em tese, os crimes de estupro e cárcere privado.
Durante a ocorrência, os policiais constataram que o suspeito utilizava tornozeleira eletrônica. Segundo informações levantadas pela equipe, ele era acompanhado pela instituição Casa de Profeta Missão Resgate, mas teria deixado o programa após iniciar o relacionamento com a vítima.
Marcos Ramos de Lima cumpre pena em regime semiaberto e possui condenações anteriores por crimes como homicídio, latrocínio, roubo e estupro. Após a prisão em flagrante, ele foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes, onde permaneceu à disposição da Justiça.
As acusações serão apuradas pelas autoridades competentes, e o investigado terá garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial.





















