A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou, na última quinta-feira (9), o Projeto de Lei nº 1.489/2026, autorizando o governador Marcos Rocha a retirar R$ 231,5 milhões que estavam destinados à implantação do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro). Os recursos serão remanejados para custear despesas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Do total remanejado, R$ 70 milhões eram destinados às obras do hospital e R$ 161,5 milhões à futura Parceria Público-Privada (PPP) que administraria a unidade. Com a aprovação do projeto, o orçamento reservado ao Heuro é praticamente esvaziado.
Apresentado como a solução para substituir o Pronto-Socorro João Paulo II, há décadas marcado por superlotação e problemas estruturais, o Heuro se tornou a maior promessa da saúde pública estadual. Agora, o governo opta por utilizar os recursos da obra para manter o funcionamento da rede existente.
A justificativa oficial é garantir a continuidade dos serviços de saúde, pagamento de contratos, aquisição de medicamentos e manutenção da assistência hospitalar.
Embora o projeto não cancele oficialmente a construção do Heuro, ele retira todos os recursos previstos para sua implantação no orçamento atual. Com isso, o futuro do hospital passa a depender de uma nova fonte de financiamento e de nova previsão orçamentária, sem que o Governo do Estado tenha apresentado um novo cronograma para a obra.
A decisão aprovada pelos deputados levanta um questionamento inevitável: se o dinheiro reservado para o hospital foi usado para custear a estrutura atual da saúde, quando o sonho de substituir o João Paulo II voltará a ter recursos para sair do papel?





















