A disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 reúne candidatos com trajetórias políticas distintas e também com diferenças expressivas quando o assunto é patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.
Dados disponibilizados na base pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reunidos pelo portal Rondônia Dinâmica permitem traçar um retrato patrimonial dos nomes registrados para a disputa pelo Palácio Rio Madeira.
Até o momento, aparecem seis candidaturas ao Governo: Hildon Chaves (União Brasil), Samuel Costa (PSB), Marcos Rogério (PL), Adaílton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT) e Pedro Abib (MDB).
Entre os valores disponíveis, a diferença entre os patrimônios declarados chama atenção. O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves aparece isoladamente no topo, com patrimônio superior a R$ 30 milhões.
Hildon Chaves supera R$ 30 milhões
Hildon de Lima Chaves, candidato do União Brasil, declarou R$ 30.330.625,02 em bens.
O valor coloca o ex-prefeito de Porto Velho não apenas entre os candidatos ao Governo com maior patrimônio declarado, mas também entre as maiores declarações patrimoniais apresentadas por candidatos a qualquer cargo nas eleições de 2026 em Rondônia.
Na relação geral disponibilizada pelo Rondônia Dinâmica, Hildon aparece com o quinto maior patrimônio declarado entre todas as candidaturas do Estado.
Samuel Costa declara R$ 3,6 milhões
Na sequência aparece Samuel Costa Menezes, do PSB.
O advogado declarou à Justiça Eleitoral patrimônio total de R$ 3.631.297,68.
O patrimônio informado por Samuel é composto por diferentes modalidades de bens, incluindo imóveis, aplicações financeiras, dinheiro em espécie e participações empresariais.
Apesar da distância em relação aos mais de R$ 30 milhões declarados por Hildon, Samuel ultrapassa a marca dos R$ 3,6 milhões e aparece entre os maiores patrimônios na disputa pelo Governo.
Marcos Rogério declara R$ 2,37 milhões
O senador Marcos Rogério, candidato do PL, informou patrimônio de R$ 2.376.169,92.
Com isso, o parlamentar aparece abaixo de Samuel Costa quando considerados exclusivamente os valores declarados à Justiça Eleitoral.
A declaração apresentada no registro de candidatura reúne os bens e investimentos informados pelo próprio candidato ao TSE.
Adaílton Fúria tem R$ 1,66 milhão
O ex-prefeito de Cacoal Adaílton Fúria, candidato do PSD, declarou R$ 1.665.086,74 em patrimônio.
O valor coloca Fúria na faixa intermediária entre os candidatos ao Governo que apresentaram patrimônio à Justiça Eleitoral.
Expedito Netto declara R$ 351 mil
Entre os nomes com valores patrimoniais já identificados na base consultada, o ex-deputado federal Expedito Netto, candidato do PT, declarou R$ 351.226,00.
A diferença para Hildon Chaves é expressiva: o patrimônio declarado pelo candidato do União Brasil é aproximadamente 86 vezes o valor informado por Expedito.
Pedro Abib também está na disputa
Pedro Abib Hecktheuer, do MDB, também aparece entre as seis candidaturas registradas na página consultada.
A relação disponibilizada pelo Rondônia Dinâmica identifica Abib como candidato ao Governo pelo MDB. Para preservar a precisão da reportagem, o valor patrimonial individual dele deve ser conferido diretamente na ficha atualizada de bens antes da publicação, já que o valor não apareceu de forma verificável nos resultados públicos consultados para esta matéria.
Veja os valores declarados
Considerando os valores que puderam ser confirmados na base consultada:
1º – Hildon Chaves (União Brasil)
R$ 30.330.625,02
2º – Samuel Costa (PSB)
R$ 3.631.297,68
3º – Marcos Rogério (PL)
R$ 2.376.169,92
4º – Adaílton Fúria (PSD)
R$ 1.665.086,74
5º – Expedito Netto (PT)
R$ 351.226,00
Pedro Abib (MDB)
Valor deve ser confirmado na ficha patrimonial individual atualizada antes da publicação.
Somados apenas os cinco valores confirmados, os candidatos concentram aproximadamente R$ 38,35 milhões em patrimônio declarado.
Hildon, sozinho, responde por quase quatro quintos desse montante.
É importante destacar que patrimônio declarado à Justiça Eleitoral não significa necessariamente dinheiro disponível em conta bancária. A declaração pode reunir imóveis, veículos, participações societárias, aplicações, depósitos, dinheiro em espécie e outros direitos.
Além disso, os próprios responsáveis pela base consultada alertam que o total informado não representa necessariamente o patrimônio líquido ou o atual valor de mercado dos bens.
As informações têm origem nos dados apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral e disponibilizados na base pública do Tribunal Superior Eleitoral.




















