Com o encerramento do período de registro de candidaturas, a corrida pelas duas vagas de Rondônia no Senado Federal chega ao início da campanha com 11 nomes na disputa, caso não ocorram mudanças de última hora, renúncias ou alterações na relação de candidatos registrados perante o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A eleição para o Senado promete ser uma das disputas mais acirradas de 2026 no Estado. São apenas duas cadeiras disponíveis para um número expressivo de candidatos, reunindo nomes conhecidos da política rondoniense, representantes de diferentes grupos partidários e postulantes que buscam ampliar sua projeção junto ao eleitorado.
Entre os nomes que chegam à campanha com maior presença no debate político e eleitoral estão Fernando Máximo, Bruno Scheid, Sílvia Cristina, Acir Gurgacz, Mariana Carvalho e Luis Fernando.
A inclusão de Luis Fernando nesse grupo ocorre em um cenário diferente dos demais. Embora tenha entrado mais tarde na corrida, sua candidatura conta com o apoio do grupo político ligado ao Palácio Rio Madeira/CPA e liderado pelo governador Marcos Rocha.
A configuração, entretanto, está longe de representar um resultado antecipado.
Campanha começa e cenário pode mudar
O início oficial da campanha abre uma nova etapa da eleição.
Grande parte das pesquisas e avaliações conhecidas até aqui foi produzida durante o período pré-eleitoral, quando candidaturas ainda estavam sendo construídas, alianças eram negociadas e alguns nomes sequer haviam consolidado sua participação na disputa.
Agora começa outra eleição.
É neste período que entram efetivamente nas ruas as estruturas partidárias, mobilizações municipais, agendas, propaganda eleitoral, redes sociais e estratégias destinadas a apresentar cada candidatura ao eleitor.
Por isso, o cenário observado até agora ainda poderá sofrer mudanças significativas.
Duas vagas aumentam complexidade da disputa
Há ainda uma característica fundamental nesta eleição: Rondônia escolherá dois senadores.
Isso torna a estratégia diferente de uma eleição convencional para cargo majoritário com apenas uma escolha.
Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado, aumentando a possibilidade de cruzamento de eleitorados e tornando ainda mais importante a capacidade das campanhas de conquistar espaço como primeira ou segunda opção do eleitor.
A tendência apresentada pelo atual cenário político é de uma disputa intensa entre candidaturas já conhecidas e outras que tentarão crescer justamente durante o período oficial de campanha.
Onze nomes registrados na corrida
Além de Fernando Máximo, Bruno Scheid, Sílvia Cristina, Acir Gurgacz, Mariana Carvalho e Luis Fernando, também aparecem na disputa Luciana Oliveira (PT), Engenheiro Túlio (Missão), Aires Motta (PV), Anandreia Trovó (PSOL) e o vereador Nilton Souza (PSDB).
São candidaturas com diferentes estruturas, trajetórias, bases eleitorais e objetivos políticos.
O histórico das eleições mostra, contudo, que campanhas podem produzir mudanças relevantes em poucas semanas. Crescimento de candidaturas, transferência de apoios e acontecimentos inesperados são fatores capazes de alterar cenários que pareciam consolidados antes do início da propaganda.
Senado pode protagonizar uma das maiores batalhas de 2026
A quantidade de candidaturas e, principalmente, a existência de apenas duas vagas colocam a corrida ao Senado entre os principais capítulos da eleição rondoniense.
Nos bastidores políticos, a disputa já recebe atenção comparável à própria eleição para o Governo do Estado.
A partir deste domingo, porém, termina a fase das especulações pré-eleitorais e começa o verdadeiro teste das candidaturas: o contato direto com o eleitor.
Com 11 candidatos atrás de apenas duas cadeiras, cada voto terá peso.
E, se o cenário permanecer competitivo como começou, Rondônia poderá chegar às últimas semanas de campanha sem saber quem serão seus dois próximos representantes no Senado Federal.




















