PORTO VELHO — O motorista de Porto Velho continua sentindo no bolso um velho problema da capital: o preço da gasolina.
Na semana de 16 a 22 de agosto, o litro da gasolina comum apresentou preço médio de R$ 7,47 em Porto Velho, segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado em reportagem com os dados da agência. Foram considerados 19 postos pesquisados no município.
O número chama atenção principalmente quando colocado dentro do orçamento doméstico.
Ao preço médio de R$ 7,47, completar um tanque de 50 litros representa aproximadamente R$ 373,50.
Para quem consome dois tanques desse tamanho durante o mês, são cerca de R$ 747 apenas em gasolina. Com quatro abastecimentos, a conta se aproxima de R$ 1,5 mil.
Combustível interfere em toda a economia
O impacto não fica restrito a quem dirige.
Porto Velho possui grandes distâncias entre bairros e uma economia fortemente dependente do transporte rodoviário. Combustível caro afeta motoristas de aplicativo, entregadores, empresas, produtores rurais e transportadores.
No fim dessa cadeia, parte dos custos pode acabar incorporada aos preços cobrados do consumidor.
Dados do sistema da Secretaria de Finanças de Rondônia também apontam patamares elevados: a base consultada registra preço médio ponderado da gasolina em Rondônia na casa de R$ 7,27 e apresenta Porto Velho acima desse nível.
O peso escondido no orçamento
Uma diferença aparentemente pequena no preço por litro se torna significativa ao longo do ano.
Um motorista que utilize 100 litros mensais, por exemplo, desembolsa cerca de R$ 747 por mês considerando a média de R$ 7,47.
Em 12 meses, mantido hipoteticamente o mesmo consumo e preço, seriam R$ 8.964.
É dinheiro suficiente para transformar o combustível em uma das despesas relevantes de muitas famílias.
Em uma cidade espalhada territorialmente como Porto Velho, onde milhares de moradores dependem diariamente de carro ou motocicleta, o preço exibido na bomba deixa de ser apenas uma estatística econômica.
Ele chega diretamente à mesa do trabalhador.
JH Notícias




















