PORTO VELHO — Uma das principais regiões comerciais de Porto Velho vive dias de tensão. Empresários e trabalhadores do Centro decidiram transformar a preocupação com furtos, roubos e arrombamentos em protesto público e, após a mobilização, o poder público anunciou reforço no patrulhamento da região.
Na segunda-feira (24), comerciantes bloquearam um trecho da Avenida Carlos Gomes para chamar atenção das autoridades. O ato ocorreu depois de uma sequência de ocorrências que aumentou a sensação de insegurança entre quem mantém estabelecimentos na região central.
Um dos episódios recentes aconteceu justamente na Carlos Gomes: uma loja de calçados foi arrombada durante a madrugada de sábado (22), e mais de 25 pares de calçados foram furtados.
A conta da insegurança
Para o comércio, o problema vai muito além do valor dos produtos levados.
Uma invasão pode representar porta ou vitrine destruída, equipamentos danificados, mercadorias furtadas, gastos extras com câmeras, alarmes e vigilância, além do medo de funcionários e clientes.
Quando comerciantes de uma das avenidas mais movimentadas da capital chegam ao ponto de interromper o trânsito para cobrar segurança, o episódio deixa de ser apenas uma sucessão de boletins de ocorrência e passa a revelar um problema econômico e social.
Prefeitura anuncia patrulhamento
A mobilização já provocou uma reação.
Após o protesto, representantes dos comerciantes foram recebidos pelo prefeito Léo Moraes. A resposta anunciada foi a realização de patrulhamento entre 22h e 6h, a partir desta terça-feira (25), com objetivo de ampliar a presença das forças de segurança na região central.
A medida será observada de perto pelos empresários.
Isso porque a principal cobrança agora não é apenas por uma operação temporária, mas pela manutenção de uma presença capaz de inibir crimes justamente durante a madrugada, quando estabelecimentos fechados se tornam alvos mais vulneráveis.
Um Centro que precisa voltar a se sentir seguro
A Carlos Gomes é parte importante do coração comercial de Porto Velho. Todos os dias, milhares de pessoas passam pela região para trabalhar, comprar ou acessar serviços.
O desafio das autoridades será mostrar que a resposta dada após o protesto não ficará restrita aos primeiros dias.
Para os comerciantes, o recado já foi dado nas ruas: trabalhar com as portas abertas durante o dia não pode significar passar a madrugada com medo de encontrar o estabelecimento arrombado na manhã seguinte.
JH Notícias




















