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Porto Velho entra no período mais crítico da estiagem e acende alerta contra queimadas

Calor pode chegar a 35°C nesta terça-feira; ações contra incêndios são reforçadas enquanto capital tenta evitar a volta dos dias de fumaça intensa

Porto Velho entra no período mais crítico da estiagem e acende alerta contra queimadas

PORTO VELHO — O calor aperta, a chuva desaparece e a vegetação perde umidade. Para quem mora em Porto Velho, essa combinação traz uma preocupação conhecida: as queimadas e a possibilidade de a fumaça voltar a comprometer a rotina da capital.

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Nesta terça-feira (25), a previsão aponta temperaturas entre 23°C e 35°C em Porto Velho, em mais um dia de calor intenso durante o verão amazônico.

O período exige atenção justamente porque agosto, setembro e parte de outubro historicamente concentram condições favoráveis à propagação do fogo na região.

A Prefeitura vem reforçando as ações preventivas. Em workshop realizado neste mês com participação do Tribunal de Contas do Estado, Porto Velho, Candeias do Jamari e Nova Mamoré discutiram estratégias municipais de prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios florestais.

A batalha é para impedir que 2026 repita os piores anos

Há um dado positivo.

Entre janeiro e maio de 2025, Porto Velho havia contabilizado 106 focos de queimadas. No mesmo período de 2026, foram registrados 22, uma redução de 79,2%, segundo informações divulgadas pela Prefeitura.

Mas os números do começo do ano não significam que o risco desapareceu.

A chegada do período mais seco muda o cenário. Vegetação ressecada, temperaturas elevadas, baixa umidade e ação humana podem transformar pequenos focos em incêndios de grandes proporções.

E Porto Velho conhece bem as consequências.

Quando o fogo está longe, mas a fumaça chega dentro de casa

O problema das queimadas amazônicas possui uma característica especialmente cruel: nem sempre é necessário morar perto das chamas para sofrer seus efeitos.

A fumaça pode percorrer grandes distâncias, invadir bairros e residências e afetar a qualidade do ar. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que exigem maior atenção.

A própria Prefeitura reconhece que, durante a estiagem, a fumaça das queimadas pode alcançar bairros, entrar nas casas e alterar a rotina da população. Uma legislação municipal recente reforçou as punições contra queimadas ilegais.

Prevenção antes da fumaça

O momento, portanto, é decisivo.

Porto Velho chega ao fim de agosto com indicadores melhores de combate ao fogo, mas entra justamente na fase em que a vigilância precisa ser ampliada.

A população também possui papel fundamental. Queimar lixo, folhas ou vegetação em terrenos durante esse período pode desencadear ocorrências muito maiores do que o responsável imaginava.

A Sema disponibiliza canal para denúncias de queimadas e descarte irregular pelo WhatsApp (69) 98423-4092.

Depois de anos em que a fumaça chegou a transformar o céu da capital, o grande desafio de 2026 é simples de explicar e difícil de executar: fazer com que a prevenção funcione antes que Porto Velho volte a respirar fumaça.

JH Notícias

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