A CAERD entrou definitivamente no centro da corrida eleitoral pelo Governo de Rondônia. Em plena reta final da campanha, o processo envolvendo a companhia estadual passou a alimentar discursos políticos e abriu uma nova frente de desgaste e cobrança entre os candidatos que disputam o Palácio Rio Madeira.
Um dos questionamentos públicos partiu do ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo Hildon Chaves, que criticou o momento escolhido para a realização do leilão. A declaração colocou um assunto administrativo e econômico de grande importância para Rondônia dentro do debate eleitoral.
A discussão tem potencial para crescer porque a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia está diretamente ligada a um serviço essencial: o abastecimento de água. Qualquer mudança relacionada à empresa desperta preocupação sobre tarifas, investimentos, qualidade dos serviços e atendimento aos municípios.
Politicamente, o momento torna o tema ainda mais explosivo. Com a eleição próxima, decisões de grande impacto tomadas pelo poder público naturalmente passam a ser examinadas também sob a ótica eleitoral, principalmente pelos grupos de oposição.
Hildon elevou o tom ao questionar publicamente a realização do processo justamente neste período. A tendência é que o assunto também seja explorado nos debates e agendas dos candidatos nos próximos dias, obrigando os envolvidos a explicar suas posições sobre o futuro da companhia.
Mais do que uma discussão sobre uma empresa pública, a CAERD pode se transformar em um dos temas capazes de mobilizar servidores, consumidores e eleitores nesta reta final.
O que antes poderia permanecer restrito às páginas de economia e administração pública agora ganhou dimensão eleitoral. E, em uma disputa apertada, assuntos capazes de atingir diretamente o cotidiano da população podem representar votos — ou custar votos — no caminho até o Palácio Rio Madeira.





















