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RIO DE DINHEIRO: cargas crescem 77% no Porto de Porto Velho e Madeira ganha força como corredor da economia de Rondônia

Avanço da movimentação portuária reforça importância estratégica da hidrovia e expõe potencial de Porto Velho para ocupar posição ainda maior na logística da Amazônia

RIO DE DINHEIRO: cargas crescem 77% no Porto de Porto Velho e Madeira ganha força como corredor da economia de Rondônia

Enquanto boa parte das discussões sobre infraestrutura em Rondônia está concentrada na BR-364, outro corredor econômico vem ganhando musculatura quase silenciosamente. A movimentação de cargas no Porto de Porto Velho registrou crescimento de 77%, um número que chama atenção para a importância econômica do rio Madeira.

O crescimento reforça uma característica estratégica da capital rondoniense. Porto Velho não é apenas o maior centro urbano do estado: está posicionada no encontro entre rodovia e hidrovia, funcionando como uma das portas de saída da produção de Rondônia e de parte da região amazônica.

Na prática, quanto maior a capacidade de transportar produtos pelo Madeira, maior é a possibilidade de criar alternativas logísticas para produtores e empresas que dependem de longas viagens rodoviárias para colocar suas mercadorias no mercado.

O avanço também ocorre justamente quando a BR-364 enfrenta um dos períodos de maior debate de sua história recente, com privatização, pedágios, obras e uma sequência de acidentes graves alimentando discussões sobre o futuro da principal rodovia do estado.

Isso não significa substituir estrada por rio. Significa integrar os dois.

A BR-364 continuará sendo fundamental para transportar a produção dos municípios até Porto Velho. A partir da capital, porém, a hidrovia pode assumir parte desse fluxo em direção ao Amazonas e aos grandes corredores de exportação.

Há ainda outro componente econômico. Quanto mais mercadoria passa por Porto Velho, maior tende a ser a demanda por armazenagem, transporte, manutenção, serviços portuários, combustíveis, alimentação, tecnologia e mão de obra especializada.

É nesse ponto que o crescimento de 77% deixa de ser apenas uma estatística do setor portuário.

O número revela que existe uma economia circulando literalmente diante de Porto Velho. O desafio da capital será descobrir quanto dessa riqueza conseguirá permanecer aqui.

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