A ELEIÇÃO PASSA POR PORTO VELHO — Maior colégio eleitoral de Rondônia vira campo de batalha entre candidatos ao Governo

Com quase 380 mil eleitores, capital entra no centro das estratégias de Marcos Rogério, Adailton Fúria e Hildon Chaves e pode ter peso decisivo na definição de quem chegará ao segundo turno

A ELEIÇÃO PASSA POR PORTO VELHO — Maior colégio eleitoral de Rondônia vira campo de batalha entre candidatos ao Governo
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Faltando menos de um mês para os rondonienses irem às urnas, uma coisa começa a ficar cada vez mais clara: quem quiser governar Rondônia terá que olhar com muita atenção para Porto Velho.

A capital, maior colégio eleitoral do Estado, transformou-se no principal campo de batalha desta reta final.

São quase 380 mil eleitores e uma disputa que reúne três candidatos com estratégias muito diferentes: Marcos Rogério, Adailton Fúria e Hildon Chaves.

Marcos Rogério chega à reta decisiva sustentado pela liderança estadual registrada nas pesquisas divulgadas até aqui. Fúria tenta transformar seu crescimento no interior em força também na capital.

Já Hildon joga justamente onde conhece melhor.

Ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos, ele tem na capital seu território político mais conhecido e precisa transformar essa vantagem local em uma votação suficientemente grande para compensar o desempenho dos adversários no interior.

É aí que a eleição começa a ficar interessante.

Em uma disputa estadual apertada, uma diferença expressiva em Porto Velho pode significar centenas ou milhares de votos capazes de alterar a ordem dos candidatos.

Por isso, não é coincidência que agendas, caminhadas, reuniões, entrevistas e movimentos das campanhas estejam se intensificando justamente na capital.

Porto Velho deixou de ser apenas mais uma parada no calendário eleitoral. Virou território estratégico.

Para Marcos Rogério, crescer na capital significa avançar justamente sobre uma região onde adversários possuem força.

Para Fúria, conquistar Porto Velho representa mostrar que sua candidatura ultrapassou as fronteiras de Cacoal e do interior.

Para Hildon, a missão talvez seja ainda mais clara: precisa vencer bem onde já foi prefeito e transformar reconhecimento em voto.

Com a aproximação do dia 4 de outubro, a matemática eleitoral começa a falar mais alto.

Rondônia inteira vota, evidentemente.

Mas, pela quantidade de eleitores concentrados em uma única cidade, uma parcela importante do caminho para o Palácio Rio Madeira passa pelas ruas de Porto Velho.

E é exatamente por isso que a capital deverá assistir, nas próximas semanas, à batalha mais intensa desta eleição.

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