MADEIRA EM ALERTA — Rio cai para perto dos 3,7 metros e seca volta a preocupar Porto Velho com risco para navegação e abastecimento

Redução do nível do principal rio de Rondônia dificulta navegação e acende preocupação sobre transporte de combustíveis, mercadorias e atendimento às comunidades ribeirinhas

MADEIRA EM ALERTA — Rio cai para perto dos 3,7 metros e seca volta a preocupar Porto Velho com risco para navegação e abastecimento

O Rio Madeira voltou a acender o sinal de alerta em Porto Velho. Em pleno período de estiagem amazônica, o nível do rio segue baixo e aumenta a preocupação com os impactos que uma seca mais severa pode provocar na capital e nas comunidades ribeirinhas.

Medição registrada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) nesta terça-feira (8) apontava 3,71 metros em Porto Velho.

A situação merece acompanhamento porque o Madeira vai muito além da paisagem que corta a capital. O rio funciona como uma verdadeira estrada para a Amazônia e possui papel estratégico no transporte de cargas, combustíveis e mercadorias, além de fazer parte da rotina de dezenas de comunidades.

Quanto menor o nível, maiores podem se tornar as dificuldades para a navegação.

A Defesa Civil de Porto Velho já vinha acompanhando a redução. No dia 25 de agosto, quando o Madeira estava em 4,20 metros, o município informou que havia intensificado o monitoramento e que equipes acompanhavam também a vazão e informações técnicas de órgãos especializados.

Desde então, o rio continuou baixando.

O cenário também coloca o abastecimento no radar. Parte importante da logística regional depende da hidrovia do Madeira, e restrições à navegação podem aumentar custos e dificultar o transporte de determinados produtos.

A preocupação ganha ainda mais peso quando se observa outro problema enfrentado pelo consumidor: o preço dos combustíveis. Levantamento da ANP apontou que a gasolina comum em Porto Velho chegou à média de R$ 7,49 por litro na semana encerrada em 5 de setembro.

Isso não significa que a baixa atual do Madeira seja responsável pelo preço praticado nas bombas. Entretanto, uma eventual piora das condições de navegação acrescentaria mais uma pressão logística sobre uma região que historicamente depende de longas rotas de abastecimento.

Para as famílias que vivem no Baixo Madeira, o problema é ainda mais próximo. A redução acentuada do rio pode dificultar deslocamentos, transporte de alimentos e acesso a determinados serviços.

Os próximos dias, portanto, serão decisivos.

Mais do que esperar o rio atingir níveis extremos, o momento exige acompanhamento permanente e planejamento para evitar que uma questão previsível durante o verão amazônico se transforme novamente em emergência.

O Madeira está baixando — e Porto Velho precisa olhar para o rio antes que a seca cobre uma conta ainda maior.

Publicidade

Você também vai querer ler...

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.