A BR-364 entrou definitivamente na campanha eleitoral de Rondônia.
E não poderia ser diferente.
A principal rodovia do Estado atravessa regiões produtoras, conecta municípios estratégicos e funciona como corredor para praticamente tudo: alimento, combustível, máquinas, medicamentos, produção agrícola e mercadorias.
Agora, o debate sobre pedágios, duplicação e custo do transporte começa a ganhar força também na disputa pelo Governo.
Nesta semana, o candidato Adailton Fúria colocou o assunto no centro de sua agenda e defendeu uma mobilização política contra os valores dos pedágios, além da busca pela duplicação dos trechos mais críticos da rodovia.
Independentemente da disputa eleitoral, o assunto toca em uma preocupação real de Rondônia.
Quando transportar fica mais caro, essa conta dificilmente termina apenas com o caminhoneiro ou com a transportadora.
Em algum momento, ela pode chegar ao produtor, ao empresário e ao consumidor.
É justamente por isso que a BR-364 possui potencial para se transformar em um dos grandes debates desta reta final.
Existe, porém, uma questão importante.
Por se tratar de uma rodovia federal concedida, o governador não pode simplesmente decidir sozinho quanto será cobrado nas praças ou alterar unilateralmente as regras da concessão.
Mas pode exercer pressão política.
Pode reunir a bancada federal, dialogar com o Governo Federal, cobrar a ANTT, mobilizar o setor produtivo e transformar o peso institucional do Estado em instrumento de negociação.
E é isso que o eleitor deverá observar quando ouvir promessas relacionadas à rodovia.
Mais importante do que dizer que é contra um pedágio caro será explicar como pretende agir para tentar mudar essa realidade.
Rondônia depende da BR-364.
A produção depende dela.
O comércio depende dela.
E milhares de famílias acabam sentindo, direta ou indiretamente, qualquer aumento no custo logístico.
A discussão, portanto, ultrapassa a campanha.
Quem assumir o Governo de Rondônia em janeiro de 2027 encontrará a BR-364 entre os assuntos que certamente estarão sobre a mesa.
A eleição termina em outubro. A conta da rodovia, porém, continuará chegando todos os meses.




















