A eleição de Rondônia não está sendo disputada apenas nas ruas, nas redes sociais e nos programas eleitorais. À medida que a votação se aproxima, uma segunda batalha cresce silenciosamente: a disputa dentro da Justiça Eleitoral, onde decisões podem retirar propaganda do ar, aplicar multas e até impedir candidatos de chegar às urnas.
Em julgamentos recentes, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia analisou uma série de processos envolvendo propaganda, filiação partidária, desincompatibilização, regularidade de partidos e inelegibilidade. Em um dos casos, a Corte manteve multa individual de R$ 5 mil para candidato e partido por propaganda eleitoral irregular envolvendo painel utilizado durante convenção partidária que permaneceu exposto após o evento.
Os registros de candidatura também viraram campo de batalha. O TRE-RO já indeferiu candidaturas por ausência de filiação partidária regular e por descumprimento das condições previstas na legislação eleitoral. Em outro processo, um candidato teve o registro negado porque a filiação constava oficialmente no sistema apenas um dia depois do prazo legal. Documentos apresentados posteriormente não foram considerados suficientes para alterar a situação registrada no sistema oficial.
A Justiça Eleitoral também enfrentou casos envolvendo condenação criminal, rejeição de contas e composição das nominatas para cumprimento da cota de gênero. As decisões mostram que, nesta altura da eleição, uma falha documental ou uma irregularidade que parecia pequena meses atrás pode representar a diferença entre continuar candidato ou assistir à disputa do lado de fora.
Para o eleitor, o cenário exige atenção redobrada. Até a chegada às urnas, decisões podem ser modificadas por recursos e novos julgamentos podem alterar situações individuais. A eleição de 2026 em Rondônia, portanto, será decidida pelo voto — mas, antes disso, parte importante da corrida passa pelos gabinetes e pelo plenário da Justiça Eleitoral.




















