A campanha eleitoral entrou definitivamente em sua fase mais cara em Rondônia. Levantamento das prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral mostra que R$ 110,5 milhões já chegaram a 293 campanhas no Estado, enquanto aproximadamente R$ 26 milhões em serviços já foram contratados. Os números dão a dimensão financeira de uma eleição que agora avança para suas semanas decisivas.
A maior parte do dinheiro não veio de pequenas doações. Dos R$ 110,5 milhões arrecadados, aproximadamente R$ 100,2 milhões foram transferidos pelas direções partidárias. Na prática, são os partidos nacionais e estaduais que estão abastecendo grande parte da estrutura colocada nas ruas, na internet e na televisão.
Entre os candidatos ao Governo, Adailton Fúria recebeu R$ 5 milhões do PSD, o maior repasse partidário identificado entre os postulantes ao Palácio Rio Madeira. Marcos Rogério recebeu R$ 3,726 milhões do PL, enquanto Hildon Chaves recebeu R$ 3 milhões do União Brasil. Expedito Netto aparece com cerca de R$ 1,87 milhão do PT e Pedro Abib recebeu R$ 1 milhão do MDB.
A distribuição também revela quais partidos decidiram apostar pesado em Rondônia. O PL já destinou cerca de R$ 22 milhões para 28 campanhas no Estado. União Brasil, PSD, Republicanos, PP, Podemos e PDT também aparecem com repasses milionários. Somente os serviços contratados pelas campanhas já ultrapassaram R$ 26 milhões, incluindo publicidade digital, produção eleitoral, advocacia e outras despesas.
O dinheiro, entretanto, não elege ninguém sozinho. A reta final será justamente o teste para saber quem conseguirá transformar estrutura financeira em voto. Com centenas de candidatos disputando espaço e atenção do eleitor, Rondônia entra agora em uma corrida em que cada agenda, cada inserção nas redes sociais e cada real gasto passam a ter peso ainda maior. A campanha ficou milionária — resta saber quem conseguirá converter milhões em urnas.




















