CRIME ORGANIZADO – Facção impunha regras, vigiava moradores e controlava acessos em residencial popular de Porto Velho, aponta investigação da PF

Operação Dissolução mira grupo suspeito de transformar conjunto habitacional da zona Sul em território de atuação criminosa; Justiça expediu 41 mandados.

CRIME ORGANIZADO - Facção impunha regras, vigiava moradores e controlava acessos em residencial popular de Porto Velho, aponta investigação da PF

Uma investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) revelou suspeitas de uma estrutura criminosa instalada em um residencial popular da zona Sul de Porto Velho, onde moradores teriam sido submetidos a vigilância armada, restrições de circulação e controle exercido por integrantes de uma facção.

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As informações fazem parte da Operação Dissolução, deflagrada em 16 de outubro, com apoio das polícias Civil e Militar.

Segundo a Polícia Federal, a Justiça expediu 23 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão para desarticular a célula criminosa, investigada por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, extorsão e restrição da liberdade de moradores.

Organização teria criado sistema próprio de vigilância

Um dos aspectos da investigação é a suspeita de que integrantes do grupo controlavam a entrada e a saída de moradores e visitantes.

De acordo com a PF, a organização mantinha pontos de comercialização de drogas e vigilância armada no residencial.

A investigação também identificou suspeitas de uma estrutura interna de arrecadação de dinheiro, guarda de armas e aplicação de punições determinadas pela própria facção.

Os chamados responsáveis pela disciplina seriam encarregados de impor regras aos demais integrantes do grupo.

Homicídios e disputas entre facções

As apurações também relacionam a célula investigada a ataques contra integrantes de organizações rivais.

Segundo a Polícia Federal, parte dos episódios ocorreu durante a escalada de violência registrada na capital no segundo semestre de 2024.

Os investigadores apontam que a organização possuía integrantes encarregados de executar ataques, vigiar áreas e administrar pontos de venda de entorpecentes.

Também foram identificados indícios de comunicação entre pessoas em liberdade e integrantes recolhidos ao sistema prisional.

Moradores são as principais vítimas do domínio territorial

Além dos crimes diretamente investigados, a situação revela um problema social: o risco de comunidades inteiras terem sua liberdade comprometida pela atuação de grupos armados.

Quando organizações criminosas passam a controlar acessos e impor regras, moradores podem enfrentar dificuldades para exercer direitos básicos, circular livremente e denunciar ameaças.

A operação representa uma intervenção policial, mas a recuperação duradoura da segurança depende de acompanhamento das autoridades e proteção aos moradores.

Polícia recebe denúncias pelo 197

A Polícia Civil disponibiliza o número 197 para recebimento de informações sobre atividades criminosas, com preservação da identidade do denunciante.

Os investigados têm direito à presunção de inocência, e as suspeitas deverão ser examinadas no processo judicial.

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