Uma investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) revelou suspeitas de uma estrutura criminosa instalada em um residencial popular da zona Sul de Porto Velho, onde moradores teriam sido submetidos a vigilância armada, restrições de circulação e controle exercido por integrantes de uma facção.
As informações fazem parte da Operação Dissolução, deflagrada em 16 de outubro, com apoio das polícias Civil e Militar.
Segundo a Polícia Federal, a Justiça expediu 23 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão para desarticular a célula criminosa, investigada por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, extorsão e restrição da liberdade de moradores.
Organização teria criado sistema próprio de vigilância
Um dos aspectos da investigação é a suspeita de que integrantes do grupo controlavam a entrada e a saída de moradores e visitantes.
De acordo com a PF, a organização mantinha pontos de comercialização de drogas e vigilância armada no residencial.
A investigação também identificou suspeitas de uma estrutura interna de arrecadação de dinheiro, guarda de armas e aplicação de punições determinadas pela própria facção.
Os chamados responsáveis pela disciplina seriam encarregados de impor regras aos demais integrantes do grupo.
Homicídios e disputas entre facções
As apurações também relacionam a célula investigada a ataques contra integrantes de organizações rivais.
Segundo a Polícia Federal, parte dos episódios ocorreu durante a escalada de violência registrada na capital no segundo semestre de 2024.
Os investigadores apontam que a organização possuía integrantes encarregados de executar ataques, vigiar áreas e administrar pontos de venda de entorpecentes.
Também foram identificados indícios de comunicação entre pessoas em liberdade e integrantes recolhidos ao sistema prisional.
Moradores são as principais vítimas do domínio territorial
Além dos crimes diretamente investigados, a situação revela um problema social: o risco de comunidades inteiras terem sua liberdade comprometida pela atuação de grupos armados.
Quando organizações criminosas passam a controlar acessos e impor regras, moradores podem enfrentar dificuldades para exercer direitos básicos, circular livremente e denunciar ameaças.
A operação representa uma intervenção policial, mas a recuperação duradoura da segurança depende de acompanhamento das autoridades e proteção aos moradores.
Polícia recebe denúncias pelo 197
A Polícia Civil disponibiliza o número 197 para recebimento de informações sobre atividades criminosas, com preservação da identidade do denunciante.
Os investigados têm direito à presunção de inocência, e as suspeitas deverão ser examinadas no processo judicial.




















