Porto Velho (RO) — O futuro governo de Marcos Rogério (PL) prepara uma mudança que poderá atingir diretamente a estrutura administrativa de Rondônia e a distribuição dos profissionais responsáveis pela segurança pública.
A equipe de transição, coordenada pelo deputado federal Lúcio Mosquini (PL), identificou 505 policiais militares cedidos a diferentes órgãos públicos e pretende reavaliar a permanência desses profissionais fora de suas instituições de origem.
A informação foi apresentada por Mosquini em entrevista ao Rondônia Dinâmica e voltou a ganhar destaque na coluna do jornalista Sérgio Pires.
A proposta da futura administração é revisar as autorizações de cessão e verificar quais profissionais poderão retornar às atividades de suas corporações.
Levantamento aponta quase 700 servidores cedidos
De acordo com os números apresentados pelo coordenador da transição, o levantamento contempla diferentes categorias da segurança pública.
São 505 policiais militares, 106 policiais civis, 48 bombeiros militares e 40 servidores vinculados à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
Somados, os números representam 699 profissionais que, segundo Mosquini, estão cedidos para atuar em outras estruturas administrativas.
A equipe de transição também identificou 271 cessões que já teriam sido renovadas para 2027.
Esses dados ainda dependem de confronto com os registros administrativos oficiais para confirmação da situação individual dos servidores.
Mais policiais nas ruas?
A principal justificativa apresentada pela futura gestão é ampliar a disponibilidade de profissionais para as atividades de segurança pública.
Entretanto, a revisão das cessões não significa necessariamente que todos os policiais retornarão imediatamente ao patrulhamento ostensivo.
Alguns profissionais desempenham funções administrativas, técnicas ou de segurança institucional, e suas situações deverão ser analisadas individualmente.
O próprio processo de revisão poderá considerar atividades que exijam a permanência de servidores em outros órgãos.
Mudanças poderão atingir instituições públicas
As cessões envolvem profissionais que atuam em diferentes instituições, incluindo órgãos do Executivo e de outros Poderes.
A eventual mudança exigirá avaliação administrativa e observância das normas que disciplinam a movimentação dos servidores.
O assunto também desperta dúvidas sobre possíveis impactos na segurança de autoridades, no funcionamento de serviços públicos e nas atividades desempenhadas pelos profissionais cedidos.
Expectativa por decisões concretas
Marcos Rogério deverá assumir o comando do Governo de Rondônia em janeiro de 2027.
Até lá, a equipe coordenada por Lúcio Mosquini continuará levantando informações sobre a estrutura administrativa estadual.
A revisão das cessões aparece como uma das primeiras medidas anunciadas pela futura administração.
Para a população, o principal questionamento será se a reorganização conseguirá aumentar efetivamente a presença policial nos bairros e municípios.
Para os servidores, será necessário esclarecer os critérios utilizados na revisão e as consequências administrativas de eventuais retornos.
A expectativa agora é pela apresentação de um plano detalhado, capaz de demonstrar quantos profissionais poderão reforçar as atividades operacionais e quais cessões serão mantidas por necessidade do serviço público.




















