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A campanha “Julho Amarelo”, desencadeada pelo Ministério da Saúde (MS) com o objetivo de mobilizar a população para o combate às hepatites virais, foi lançada em Porto Velho nesta sexta-feira,13, no Rondon Palace. Na capital, a ação é promovida pela Semusa (Secretaria Municipal de Saúde) e Agevisa (Agência Estadual de Vigilância em Saúde).

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Em 2017 foram registrados 246 casos novos de hepatites na capital, sendo 56 % deles do tipo B. Em 2018, até o mês de maio, já foram contabilizados 89 novos casos. A hepatite B é mais endêmica em Porto Velho. O tipo C é a mais grave.

O teste rápido para detectar Hepatite B e C, além de HIV e AIDS, é realizado em todas as unidades básicas de saúde do município e necessita apenas de uma gota de sangue. Após realizar o teste, se confirmada à doença, a pessoa é submetida a outros exames e já inicia o tratamento.

“Nossas unidades de saúde oferecem as vacinas para o tipo A para crianças de 15 meses a menores de 5 anos. É disponibilizado também vacina para hepatite B ( para este tipo são necessários três doses)”, esclareceu a coordenadora do Núcleo de Hepatites da Semusa, enfermeira Cleidineia Marciana do Amaral.

Hepatite crônica

De acordo com o Ministério da Saúde, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que tem o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3 % da população mundial, seja portadora de hepatite C crônica.

Para Daniela Souza, gerente da Vigilância em Epidemiológica da Semusa, a importância de procurar uma unidade de saúde e realizar o teste rápido é primordial. “A maioria das pessoas desconhece sua condição sorológica e pode transmitir a doença para outras pessoas, por isso, na próxima semana vamos reforçar as ações nas unidades para realização do teste”, disse.

Hepatite A

O vírus da hepatite tipo A (HAV) é transmitido por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra por via sexual. Normalmente o vírus da hepatite A fica incubado por entre 10 a 50 dias e pode não causar sintomas. Porém, quando manifesta, os mais comuns são: febre, icterícia, náuseas e vômito.

Hepatite B e C

O vírus é transmitido principalmente por meio de fluidos corporais. Usuários de drogas injetáveis e pessoas submetidas ao uso de material cirúrgico contaminado e não descartável, assim como lâminas de barbear ou alicates compartilhados têm maior risco de contrair esta forma de hepatite. O contato sexual é outra forma de contágio. Muitas vezes a hepatite B não apresenta sintomas e só é descoberta anos após a infecção, quando pode ter evoluído para cura espontânea ou para um quadro crônico, possivelmente com cirrose ou câncer de fígado.

Tratamento

Não existe tratamento para a forma aguda da hepatite. Se necessário, apenas sintomático para náuseas e vômitos. O repouso é considerado importante no tratamento da hepatite pela própria condição do paciente.

No caso da hepatite A não existe tratamento específico. Para hepatite B crônica podem ser prescritos medicamentos antivirais. Já no caso da hepatite C são usados medicamentos antivirais tanto na fase aguda quanto na crônica.

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