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Sábado, 27/11/2021

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CPI ouve nesta quarta empresário bolsonarista suspeito de financiar divulgação de notícias falsas

Documentos apontam que Luciano Hang, dono da Havan, teria apoiado financeiramente blogueiro acusado de divulgar fake news. Comissão também apura omissão no atestado de óbito da mãe do empresário.

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouve nesta quarta-feira (29) o empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, suspeito de financiar a divulgação de notícias falsas, em especial sobre tratamentos ineficazes contra a Covid-19.

Documentos obtidos pela comissão, e revelados pela TV Globo, apontam que Hang teria financiado o blogueiro Allan do Santos, que também é bolsonarista e investigado pela disseminação de fake news. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, teria intermediado o contato entre o empresário e o blogueiro.

Hang nega que tenha participado de gabinetes informais de disseminação de notícias falsas. Ele também classifica de “mentira” a suspeita de que tenha patrocinado veículos de internet que disseminaram desinformação.

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O autor do pedido de convocação de Hang é o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). Na última semana, Renan se envolveu em um bate-boca acalorado com o governista Jorginho Mello (PL-SC), após citar o empresário. Jorginho é próximo de Hang e, assim como o dono da Havan, é catarinense.

Após ter o depoimento marcado pela CPI, o empresário divulgou vídeo com algemas em tom de provocação à CPI. Ele disse que irá à CPI “de coração aberto”.

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“Toda a quarta-feira vai estar disponível. Eu trabalho 24 horas por dia, então vou ter todo o tempo do mundo e, se por acaso, eles não aceitarem aquilo que eu vou falar, já comprei, para não gastar dinheiro com algema, já comprei uma algema. Vou entregar uma chave para cada senador e que me prendam”, afirmou na gravação.

Morte da mãe
O nome de Luciano Hang também apareceu, na CPI, durante as investigações sobre a operadora de plano de saúde Prevent Senior.

A mãe do empresário, Regina Hang, falecida em fevereiro após complicações da Covid, era cliente do plano de saúde.

O prontuário de Regina Hang mostra que ela foi medicada com o chamado “kit covid”, com “azitromicina, hidroxicloroquina e outras medicações”.

Ainda, segundo o documento, no quinto dia de internação, Regina passou por sessão de ozonioterapia, uma prática que é proibida pelo Conselho Federal de Medicina, exceto em pesquisas experimentais autorizadas pela comissão de ética em pesquisa e em instituições credenciadas.

Segundo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), não havia nenhuma autorização de pesquisa para a Prevent. Regina Hang morreu um mês depois de dar entrada no hospital com Covid. No atestado de óbito dela, no entanto, a Prevent Senior omitiu a Covid-19 como causa da morte.

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Por G1

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