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Domingo, 28/11/2021

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Abel aponta ‘mau jogo e falta de compromisso coletivo defensivo’ do Palmeiras

O treinador português não economizou críticas aos seus jogadores após empate com o Juventude

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O empate com o Juventude, neste domingo, no Allianz Parque, por 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, deixou o técnico Abel Ferreira bravo com o time do Palmeiras. Em entrevista coletiva, o treinador português não economizou críticas aos seus jogadores.

“O que é ser propositivo? É ter 73% de posse de bola, chegar ao último terço e cruzamentos e nada, finalizar e nada. O que é ser propositivo? Ter 73% de posse de bola e não criar. Fizemos, na minha opinião, um mau jogo. Os números não mentem. Não posso entrar em campo e sofrer gol da forma que estamos a sofrer. Não posso ter 22 jogos e ter 26 gols sofridos. É falta de compromisso coletivo defensivo”, disse Abel, que continuou enumerando defeitos a sua defesa.

“Não podemos sofrer o primeiro gol como sofremos. Foram avisados que iam procurar bola parada e transição, era fundamental ter segurança, paciência e velocidade. Foram avisados. Os números são claros como água. Temos média de gols sofridos de equipe de rebaixamento. Não me venham falar em retranqueiro. Temos de melhorar o compromisso coletivo defensivamente. É o que essa equipe tem na Libertadores”, afirmou o técnico, ao dividir o que o time fez na competição continental, na qual é finalista, e o que faz no torneio nacional.

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“No Brasileiro defensivamente não estamos bem. Vamos fazendo gols, com um, dois, já fizemos quatro, já batemos recordes de gol no Allianz Parque… Só que é preciso 50%… O jogador brasileiro joga 50% com bola, faltam os outros 50% sem bola. Quando falo da equipe eu sou parte da equipe, quando critico critico o treinador da equipe. É uma crítica coletiva e o treinador está dentro. É compromisso e solidariedade defensiva coletiva. Não é da defesa ou dos avançados, é de todos. Por que temos um empenho na Libertadores extraordinário? Porque está com foco e atenção no máximo. Não foi por falta de aviso. Mas entrar no jogo e sofrer um gol da maneira que sofremos. Dá ao adversário confiança”, continuou o treinador, que aproveitou para analisar o Juventude.

“O Juventude fez bem, queimou tempo com goleiro, quebrou ritmo… Fazem muito bem aqui, deitar no chão, ganhar tempo. Muitas vezes o Palmeiras também faz, é cultural. Depende da mentalidade do treinador, jogador e árbitros. Se permitirem as equipes vão continuar a fazer isso. O Juventude fez e fez bem, teve oportunidades para fazer gol na segunda parte. Nós fizemos um mau jogo”, completou.

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Por Estadão Conteúdo

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