Eu vou ser bem direto: o que está acontecendo em Cacoal não pode ser ignorado.
Não é discurso de adversário, não é narrativa de campanha. É o próprio atual prefeito, Tony Pablo, que foi vice, dizendo que pegou a prefeitura com um déficit de aproximadamente R$ 7 milhões. E isso, segundo ele, agravado por dívidas e decisões que foram sendo tomadas pelo ex-prefeito Adailton Fúria.
Aí eu te pergunto: isso é normal?
Porque quando a gente fala de gestão pública, não tem espaço pra erro grosseiro. Ou você acerta, ou quem paga a conta é a população. E pelo que está sendo colocado, quem está pagando agora é o povo de Cacoal.
Outro ponto que chama atenção são os áudios que começaram a circular. Independente de qualquer interpretação política, o que fica evidente ali é o nível de preocupação com a condução da gestão. Não é algo pequeno, não é detalhe. Estamos falando de decisões que impactaram diretamente o caixa do município.
E tem mais um detalhe importante que pouca gente está destacando: existe a informação de que a gestão da ex-prefeita Glaucione, teria deixado recursos em caixa e obras em andamento. Ou seja, não era um cenário de terra arrasada. Então o que aconteceu no meio do caminho?
É esse tipo de pergunta que precisa ser feita.
Porque não dá pra ignorar o óbvio. Se um município entra em crise por decisões de gestão, isso naturalmente levanta dúvidas quando o mesmo nome começa a se colocar para algo muito maior. Governar um estado não é brincadeira. É muito mais complexo, muito mais pesado, muito mais responsabilidade.
E aqui não é ataque pessoal. É análise de resultado.
No fim das contas, o eleitor precisa olhar menos para discurso e mais para histórico. Porque promessa qualquer um faz. Agora, entregar resultado… isso é outra história.
E Cacoal hoje, infelizmente, virou um exemplo que precisa ser observado com muita atenção.






















