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Tem coisa que o rondoniense já se acostumou a engolir. Mas tem limite.

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Hoje, sair de Rondônia de avião virou privilégio. Não é mais transporte. É quase um investimento. Quem precisa viajar por necessidade seja saúde, trabalho ou família sente no bolso uma realidade que beira o absurdo.

Enquanto em outras regiões do país é possível encontrar passagens por valores acessíveis, aqui o preço dispara como se estivéssemos em outro planeta. E não estamos falando de conforto, exclusividade ou luxo. Estamos falando do básico: ir e vir.

Rondônia paga caro por estar isolada. E paga caro duas vezes. Primeiro pela distância. Depois pela falta de concorrência real. São poucos voos, poucas opções e um mercado praticamente dominado. Resultado: quem precisa viajar, paga o preço que for imposto.

E o mais revoltante é que isso já virou rotina.

A justificativa muda conforme a conveniência. Ora é o preço do combustível, ora é a logística, ora é a demanda. Tudo pode até ter um fundo de verdade. Mas nada explica tamanha diferença em relação a outras regiões.

No fim das contas, o rondoniense virou refém de um sistema que não funciona como deveria.

E cadê a ANAC? Cadê as autoridades? Cadê quem deveria, no mínimo, pressionar por equilíbrio?

Porque não dá mais para aceitar que um cidadão precise escolher entre viajar ou comprometer o orçamento inteiro do mês.

Isso impacta tudo. Turismo, negócios, saúde, desenvolvimento. Uma passagem cara não é só um problema individual. É um freio no crescimento do estado.

E o pior é que ninguém parece incomodado o suficiente para mudar isso.

Em linha reta: enquanto voar continuar sendo privilégio de poucos, Rondônia vai continuar pagando caro não só na passagem, mas no próprio futuro.

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