A discussão sobre a forma de contratação dos serviços funerários em Porto Velho ganhou um novo capítulo nesta semana. Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (19), a Associação das Empresas Funerárias de Porto Velho (ASEF) manifestou oficialmente sua posição contrária à implantação de um sistema de rodízio eletrônico por meio da Central de Óbitos, proposta defendida pela Associação dos Agentes Funerários e Serviços Mortuários (ASFUM).
A entidade, que reúne as funerárias Renascer, Dom Bosco, São Cristóvão, Ramos e Prever, argumenta que a adoção do sistema pode comprometer um princípio considerado fundamental: o direito de livre escolha do consumidor. Segundo a ASEF, as famílias que enfrentam a perda de um ente querido devem ter autonomia para decidir qual empresa contratar, especialmente em um momento marcado por fragilidade emocional e necessidade de acolhimento.

Na nota, a associação destaca que o tema já foi levado ao Poder Judiciário e que decisões recentes teriam reconhecido e preservado o direito das famílias de escolher livremente a empresa funerária responsável pelos serviços. Para a entidade, qualquer mecanismo que limite essa liberdade contraria os interesses do consumidor e interfere em uma decisão que deve permanecer exclusivamente nas mãos da família.
Outro ponto levantado pela ASEF é a preocupação com informações que circulam sobre uma possível paralisação de serviços funerários voltados à população em situação de vulnerabilidade social, bem como aos atendimentos destinados a indígenas e indigentes. A associação afirma que esses serviços possuem caráter essencial e precisam ser mantidos independentemente de divergências comerciais ou administrativas entre as empresas do setor.
Ao final do documento, a entidade reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética, o respeito às famílias e a continuidade dos atendimentos funerários em Porto Velho. A ASEF também defende a livre concorrência entre as empresas do segmento, sustentando que a competição saudável contribui para a melhoria dos serviços prestados à população.
A manifestação ocorre em meio a um debate que vem mobilizando representantes do setor funerário, órgãos públicos e entidades de classe, envolvendo o modelo de funcionamento da Central de Óbitos e a forma de distribuição dos atendimentos na capital. O tema segue em discussão e deverá continuar gerando desdobramentos nos próximos dias.






















