Quase dois meses após o desaparecimento de dois iPhones durante uma entrega pelo 99 Entrega Carro, em Porto Velho, o caso segue sem ressarcimento. Os aparelhos estavam com rastreamento ativo e, no dia seguinte ao furto, registros vinculados às contas dos celulares indicaram pontos relacionados à motorista responsável pela corrida e também à região do endereço da proprietária registral do veículo utilizado.
Os aparelhos, um iPhone 17 e um iPhone 13, estavam acondicionados entre roupas e outros objetos. Os demais itens chegaram ao destino, mas os celulares não.
Como aconteceu
A motorista cadastrada na corrida, identificada pelas iniciais K. S., utilizava um Fiat Mobi Like prata, placa TDW-0J24. O veículo está registrado em nome de outra mulher.
Há vídeo de câmera de segurança mostrando a coleta das sacolas, além do recibo da corrida e dos registros do aplicativo. A motorista nega ter ficado com os aparelhos.
Posteriormente, afirmou em áudio que teria fotografado as sacolas e realizado outra corrida. Segundo o material reunido até o momento, não foram apresentadas as fotografias mencionadas nem comprovante dessa corrida posterior.
Localizações
Na manhã de 7 de setembro, um registro do Google Maps apontou para endereço atribuído à motorista, na Lagoinha. Minutos depois, outro registro apareceu no Cidade do Lobo, próximo ao endereço cadastrado da proprietária do Fiat Mobi.
Na mesma noite, o iPhone 17 apareceu no sistema Buscar, da Apple, na região do Tancredo Neves. No dia seguinte, houve novo registro no Cidade do Lobo.
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil de Rondônia, que recebeu boletim de ocorrência, dados da corrida, identificação da motorista e do veículo, IMEIs, vídeos, mensagens e registros de localização.
99 encerrou apuração sem ressarcimento
A 99 foi comunicada logo após o desaparecimento e recebeu o boletim de ocorrência e informações sobre as localizações.
Posteriormente, a equipe de Segurança informou que “a investigação foi concluída” e que haviam sido adotadas “medidas aplicáveis”. Entre elas, afirmou que “essa pessoa não será mais conectada a você em futuras viagens”.
A empresa, no entanto, não apresentou proposta de ressarcimento nem detalhou quais conclusões foram obtidas.
O e-mail enviado ao cliente também continha uma orientação aparentemente interna: “[Adicionar parágrafo de compensação, se aplicável; caso contrário, remover esta seção]”.
Medidas judiciais
Diante da ausência de solução quase dois meses após o caso, os responsáveis pelos aparelhos informaram que devem ingressar com ação judicial contra a 99 e também contra a motorista.
Os celulares permanecem identificados pelos respectivos IMEIs e vinculados à investigação policial.




















