PORTO VELHO — Enquanto boa parte da população acompanha a rotina normal na área urbana de Porto Velho, comunidades localizadas ao longo do rio Madeira enfrentam uma realidade bem diferente. A forte estiagem levou a Prefeitura a decretar situação de emergência em localidades do Alto, Médio e Baixo Madeira.
A medida evidencia um problema que vai muito além da redução do nível do rio. Para centenas de famílias ribeirinhas, o Madeira funciona como estrada, fonte de renda e principal ligação com serviços essenciais.
Com a seca, embarcações enfrentam dificuldades para chegar a determinadas localidades, bancos de areia aparecem em trechos antes navegáveis e o deslocamento de moradores pode se tornar mais demorado e perigoso.
A situação também preocupa pela possibilidade de impacto no abastecimento das comunidades mais isoladas.
O decreto de emergência permite que o Município amplie a capacidade de resposta diante dos efeitos provocados pela estiagem e adote medidas excepcionais para atender as regiões afetadas.
Mas a situação deixa novamente uma pergunta importante para Porto Velho: até que ponto o poder público está preparado para eventos climáticos cada vez mais extremos?
Nos últimos anos, o município precisou conviver tanto com períodos de cheia quanto com secas severas do Madeira. Para quem mora às margens do rio, essas mudanças não são apenas números registrados pelas réguas de medição — elas interferem diretamente na comida que chega à mesa, no transporte, na escola das crianças e no acesso à saúde.
O JH Notícias acompanhará a situação das comunidades e as medidas que deverão ser adotadas durante o período de emergência.





















