CERCO AO TRÁFICO — Quase 1 kg de cocaína é apreendido e operação do Denarc termina com dois presos na Zona Sul de Porto Velho

Mandados foram cumpridos em imóveis no Monte Sinai; além da droga, policiais encontraram dinheiro e balanças de precisão. Um dos presos, conhecido como Gaivota, já teria sido detido outras vezes por ocorrências relacionadas ao narcotráfico

CERCO AO TRÁFICO — Quase 1 kg de cocaína é apreendido e operação do Denarc termina com dois presos na Zona Sul de Porto Velho

Por JH Notícias

Uma operação realizada na noite desta terça-feira (22) terminou com dois homens presos e quase um quilo de cocaína apreendido na Zona Sul de Porto Velho.

A ação foi realizada por policiais do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e teve como alvo imóveis localizados no bairro Monte Sinai.

Entre os presos está um homem de 33 anos conhecido como “Gaivota”, apontado pela cobertura policial do caso como alguém que já havia sido detido outras três vezes em ocorrências relacionadas ao narcotráfico.

A nova prisão seria, portanto, a quarta.

Durante o cumprimento das medidas, os policiais encontraram aproximadamente um quilo de substância identificada preliminarmente como cocaína em forma petrificada, além de dinheiro e outros materiais relacionados à investigação.

Droga estava em residência

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, a investigação levou os agentes do Denarc a dois endereços no Monte Sinai.

Em um dos imóveis, os policiais localizaram a maior quantidade da droga.

Além da substância semelhante à cocaína, foram encontrados aproximadamente R$ 1 mil em dinheiro e um veículo Volkswagen Gol branco relacionado ao investigado.

Em outro endereço alcançado pela ação, a polícia também encontrou materiais que serão considerados na investigação, incluindo balanças de precisão.

O segundo suspeito acabou preso durante a operação.

Os dois foram conduzidos para os procedimentos legais e deverão responder conforme a participação individual atribuída a cada um.

Quase um quilo que não chegou às ruas

A quantidade apreendida chama atenção principalmente pelo potencial de fracionamento da droga.

Uma porção maior de cocaína pode ser dividida em numerosas unidades menores antes da comercialização.

Por isso, operações contra pontos de armazenamento têm importância diferente das prisões decorrentes apenas da apreensão de pequenas porções já preparadas para venda.

Neste caso, os investigadores chegaram aos endereços depois de trabalho prévio de apuração.

O material apreendido poderá agora ajudar a polícia a identificar fornecedores, compradores, movimentações financeiras e possíveis outros integrantes relacionados ao esquema investigado.

Quarta prisão chama atenção

Outro aspecto que deverá ser esclarecido no decorrer do caso é o histórico do homem conhecido como “Gaivota”.

Informações divulgadas após a operação apontam que esta seria a quarta vez em que ele é preso em ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas.

A existência de prisões anteriores, entretanto, não significa automaticamente condenações definitivas em todos os episódios. Cada processo possui andamento próprio e precisa ser analisado individualmente.

Ainda assim, a reincidência de um mesmo nome em operações policiais levanta uma questão que ultrapassa este caso específico.

O combate ao narcotráfico não termina necessariamente com a prisão de quem comercializa a droga na ponta.

Para atingir estruturas maiores, investigações precisam identificar quem fornece, quem distribui, onde o dinheiro circula e como os pontos de venda são abastecidos.

Tráfico segue no radar das forças de segurança

A operação do Denarc acontece poucos dias depois de outra grande ação contra o narcotráfico em Porto Velho.

Na última sexta-feira (18), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou a Operação Mirra, cumprindo cinco mandados de prisão e três de busca e apreensão na capital.

Segundo a Polícia Federal, aquela investigação identificou uma estrutura com divisão de funções, controle de pontos de venda de drogas e arrecadação compulsória mensal de valores.

Um detalhe chamou especialmente a atenção: parte das ordens investigadas teria sido transmitida de dentro de uma unidade prisional por meio de telefone celular utilizado clandestinamente.

A investigação da Operação Mirra continua.

Da apreensão até quem abastece o mercado

A ocorrência desta terça-feira representa mais uma retirada de entorpecentes de circulação.

Mas existe uma pergunta que normalmente surge depois de apreensões desse porte:

de onde vinha a droga?

É justamente a continuidade do trabalho investigativo que poderá revelar se os presos atuavam apenas na distribuição local ou se existiam conexões com uma estrutura maior de fornecimento.

Porto Velho ocupa uma posição geográfica sensível para as forças de segurança, e o enfrentamento ao tráfico exige atuação permanente de diferentes órgãos.

Agora, celulares, veículos, dinheiro e demais materiais eventualmente recolhidos podem ajudar a polícia a reconstruir o caminho percorrido pela droga antes de chegar ao Monte Sinai.

A apreensão encerrou uma etapa.

A investigação poderá mostrar quem estava antes dela nessa cadeia.

O JH Notícias acompanha o caso.

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