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A BR-364, principal corredor logístico de Rondônia, voltou ao centro do debate público após denúncias de aumento expressivo no número de acidentes e mortes. Parlamentares da bancada federal têm intensificado as críticas à atual gestão da rodovia, especialmente após a concessão à iniciativa privada, apontando falhas estruturais, operacionais e até no sistema de cobrança de pedágios.

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O deputado federal Lúcio Mosquini tem sido uma das vozes mais ativas nesse cenário. Em vídeos divulgados nas redes sociais, ele afirma que os acidentes na rodovia aumentaram cerca de 90% desde 2025 e que, em menos de um ano, 21 pessoas perderam a vida em ocorrências fatais. Além dos números, Mosquini chama atenção para problemas visíveis ao longo da via, como buracos e a constante utilização do sistema “Pare e Siga”, que, segundo ele, tem contribuído diretamente para o aumento dos riscos, embora reconheça que a imprudência de motoristas também tenha participação nos acidentes.

No Senado, Jaime Bagattoli também elevou o tom das críticas. Ele aponta o que classifica como “graves deficiências da privatização”, destacando que as melhorias prometidas no momento da concessão ainda não foram entregues. O senador relata que motoristas enfrentam diariamente problemas na rodovia, desde falhas na pavimentação até erros na cobrança de pedágio, o que tem gerado revolta crescente entre os usuários.

Bagattoli afirma que já acionou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes, cobrando providências diante das denúncias. Segundo ele, há necessidade urgente de avaliar se o contrato de concessão está sendo cumprido. Caso contrário, defende que a revisão do acordo seja colocada em pauta. “A população está perdendo a paciência. O serviço prestado é ruim e as melhorias não aparecem”, declarou.

A situação da BR-364 também reflete diretamente no dia a dia de quem depende da rodovia para trabalhar, transportar mercadorias ou simplesmente se deslocar entre cidades. As reclamações se multiplicam nos órgãos fiscalizadores e na imprensa, evidenciando um cenário de insegurança e insatisfação generalizada.

Enquanto isso, a rodovia segue com trechos comprometidos, intervenções constantes e previsão de ampliação dos pontos de pedágio, fatores que aumentam a pressão sobre a concessionária e o governo federal. No meio desse impasse, quem paga a conta são os usuários, que continuam enfrentando uma estrada marcada por buracos, atrasos e, cada vez mais, tragédias.

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