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A aprovação do projeto da deputada federal Cristiane Lopes, que abre a aviação da Amazônia para empresas internacionais, é daquelas notícias que precisam ser tratadas com equilíbrio: sem euforia exagerada, mas também sem ignorar a importância do que foi conquistado. Em um cenário onde Rondônia e toda a região Norte são praticamente esquecidas pelo sistema aéreo nacional, o avanço da proposta pode representar um ponto de virada.

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Cristiane conseguiu algo que poucos conseguem em Brasília: fazer o projeto andar. Com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, a matéria saiu da gaveta e chegou ao plenário. A deputada comemorou e com razão. Não é todo dia que uma pauta tão sensível, que mexe com interesses bilionários, consegue avançar. Quem também celebrou foi o advogado Gabriel Tomasete, que acompanha de perto a crise do setor aéreo na região e classificou Cristiane como “uma guerreira”.

Mas a realidade impõe cautela. O projeto ainda está longe de virar lei. Vai enfrentar resistência pesada no Senado, além do crivo final da Presidência da República. Existe um lobby forte, articulado por companhias aéreas nacionais e sindicatos da aviação, que não querem abrir espaço para concorrência internacional mesmo que isso signifique manter o Norte isolado, com poucos voos e tarifas absurdas.

Se o projeto for aprovado até o fim, o impacto pode ser direto no bolso e na vida dos rondonienses. A entrada de empresas estrangeiras tende a aumentar a oferta de voos e pressionar a queda dos preços, hoje considerados abusivos. É uma mudança estrutural em um sistema que, há anos, trata passageiros da região como se fossem de segunda categoria.

Cristiane Lopes fez a parte dela até aqui. Mas, como se diz na linguagem popular, a guerra está só começando. O que foi conquistado agora é importante, mas o que vem pela frente vai exigir ainda mais articulação, enfrentamento e pressão. Porque, quando o assunto é mexer em interesses grandes, nada vem fácil.

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