Uma situação institucional rara movimentou os bastidores do poder em Rondônia nesta semana. Diante de impedimentos na linha sucessória, o presidente do Tribunal de Justiça, Alexandre Miguel, assumiu interinamente o comando do Estado após solicitação formal do governador Marcos Rocha.
A mudança ocorre em razão da viagem oficial de Rocha aos Estados Unidos, prevista entre os dias 15 e 24 de abril. Antes de deixar o país, o governador buscou garantir a continuidade administrativa e a segurança jurídica do Estado, acionando o Judiciário após a impossibilidade dos dois primeiros nomes da linha sucessória.
O vice-governador, Sérgio Gonçalves, comunicou que não poderia assumir o cargo por ausência decorrente de interesse particular. Já o presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano, também informou impedimento no mesmo período, possivelmente em razão de restrições previstas na legislação eleitoral.
Diante desse cenário, o governador formalizou o pedido por meio do Ofício nº 3451/2026, encaminhado ao chefe do Poder Judiciário estadual. No documento, Rocha destacou a necessidade de manter a regularidade institucional e cumprir todos os trâmites constitucionais durante sua ausência.
A posse de Alexandre Miguel ocorreu no início da tarde no Palácio Rio Madeira. Com isso, o desembargador passa a responder interinamente pelo Executivo estadual durante o período da viagem do governador.
Com a mudança, a presidência do Tribunal de Justiça de Rondônia também teve alteração temporária. O vice-presidente da Corte, Francisco Borges, assumiu interinamente o comando do Judiciário.
A Constituição do Estado prevê que, na ausência do governador, do vice e do presidente da Assembleia Legislativa, cabe ao presidente do Tribunal de Justiça assumir o governo de forma temporária, garantindo a continuidade administrativa.
A situação reforça a importância da linha sucessória e evidencia como fatores legais e eleitorais podem influenciar diretamente a condução do Estado, mesmo que por um curto período.






















