A eleição terminou no domingo, mas os políticos de Rondônia já estão envolvidos em outra disputa. Desta vez, o prêmio é a Presidência da Assembleia Legislativa, cargo que será definido pelos próprios deputados estaduais.
Dois nomes passaram a chamar atenção nas articulações: Paulo Moraes Jr., eleito pelo Podemos, e Nim Barroso, reeleito pelo PL. Os dois representam grupos com relações próximas ao governador eleito Marcos Rogério, mas possuem trajetórias e bases políticas diferentes.
Paulo Moraes Jr. chega à Assembleia com 23.377 votos e tem como principal ligação política o irmão, Léo Moraes, prefeito de Porto Velho. Já Nim Barroso conquistou 29.662 votos e mantém uma relação política com lideranças de Ji-Paraná, entre elas o prefeito Affonso Cândido.
A participação desses grupos nas conversas pela Presidência mostra que a eleição interna da Assembleia poderá envolver interesses que ultrapassam os gabinetes dos deputados.
Para Léo Moraes, a presença do irmão no Legislativo estadual abre um novo canal de articulação política. Já as lideranças do interior buscam manter participação nas decisões da Casa, especialmente em um momento de mudança no comando do Governo de Rondônia.
O PL terá sete deputados estaduais, mas precisará dialogar com outras legendas para formar uma maioria. É justamente nesse espaço que partidos menores e parlamentares experientes poderão participar das negociações.
Ainda não existem chapas oficialmente anunciadas. Até a eleição da Mesa Diretora, os próximos meses serão marcados por conversas sobre apoios, composição de cargos e a relação da Assembleia com o futuro governo estadual.




















